REAJUSTE DE SALÁRIO
SINDICATO DOS PROPAGANDISTAS, PROPAGANDISTAS-VENDEDORES E VENDEDORES DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
sexta-feira, 24 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Venda da Medley sai na próxima semana
Depois de meses de conversas, a venda do controle da Medley para a francesa Sanofi-Aventis deve sair finalmente na semana que vem quando vence o prazo estipulado na negociação da maior fabricante brasileira de medicamentos genéricos.
Segundo apurou o Valor, a transação deve superar o R$ 1 bilhão, mas a cifra final a ser embolsada pelos controladores da Medley ficará na casa dos R$ 500 milhões. A família Negrão, dona da empresa, até queria receber uma quantia maior, mas o valor teve de ser ajustado para que o negócio pudesse ser aceito pelos franceses.
Do preço total, serão abatidas dívidas com fornecedores, contenciosos fiscais e trabalhistas acumulados pela Medley além do alto volume de estoques de medicamentos em circulação no mercado. A Singular, uma consultoria financeira, conduz a negociação. Procuradas, as empresas farmacêuticas, por meio de suas assessorias de imprensa, não quiseram comentar a transação.
A aquisição da Medley se encaixa na estratégia global da Sanofi-Aventis de aumentar sua presença nos mercados emergentes. O laboratório francês, que já é o maior estrangeiro do setor farmacêutico no país, passará a deter um terço do mercado brasileiro de genéricos, o de maior crescimento no Brasil.
Um dos grandes interesse para concluir a compra da Medley é nas centenas de dossiês médicos e registros dos medicamentos genéricos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso permitirá a empresa francesa alavancar suas vendas substancialmente com sua marca de genéricos que leva o nome de Sanofi.
Não está claro o que acontecerá com o medicamento Vivanza, que possui o mesmo princípio ativo do Levitra, a droga contra disfunção erétil, que pertence à alemã Bayer. Mas, com a mudança de controle, o droga deverá voltar ao proprietário original.
A intenção da Sanofi-Aventis é preservar parcialmente a autonomia da Medley no mercado de genéricos, devendo manter parte substancial da sua equipe e, provavelmente, sua fábrica em Campinas, modernizada recentemente com ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Quando surgiram as primeiras informações sobre a possibilidade de venda da Medley, os técnicos do BNDES chegaram a oferecer suas linhas tradicionais de empréstimo às empresas brasileiras, tentando evitar com que um importante 'player' do mercado farmacêutico fosse parar nas mãos de um grupo estrangeiro.
Mas a grave situação financeira da Medley, além da exigência dos atuais controladores de receber uma grande bolada, reduziu sua atratividade. Com a escassez de crédito financeiro, a empresa enfrentou dificuldades cada vez maiores. Nas últimas semanas, cresceram as pressões para que o negócio fosse fechado - a empresa paralisou temporariamente sua produção e tenta reduzir a quantidade de produtos nas mãos dos distribuidores de medicamentos.
Na semana passada, um pedido de falência contra a empresa chegou à Justiça de Campinas. Foi protocolado pela Helipark, uma empresa de manutenção de helicópteros, que cobrou o pagamento de quase R$ 110 mil da empresa de genéricos. A Medley fez acordo com o credor e quitou a dívida extrajudicialmente, evitando um desfecho potencialmente desastroso na venda do seu controle.
Fonte: Valor Online
segunda-feira, 23 de março de 2009
TERÇA É DIA DE FUTEBOL
terça-feira, 10 de março de 2009
MERCADO É PROMISSOR PARA REPRESENTANTES DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
A indústria farmacêutica emprega no Brasil cerca de 20 mil representantes. De acordo com o Sindicato dos Propagandistas e Vendedores de Produtos Farmacêuticos no Estado do Rio de Janeiro (Sinproverj), o mercado de trabalho para esses profissionais está em ascensão, devido à chegada de novos laboratórios.
O propagandista é presença constante em consultórios médicos. Percebido através da sua mala repleta de amostras de medicamentos, ele é responsável por levar informações sobre as inovações dos laboratórios para a classe médica. Dessa forma, o representante desempenha papel importante na atualização científica dos profissionais de saúde.
O piso salarial da categoria é de R$ 2 mil (para estagiários) podendo chegar a R$ 7,5 mil (efetivos). Entre os benefícios estão plano de saúde, previdência privada e até carro da empresa. Estudantes universitários ou profissionais de qualquer área podem atuar no setor que, em muitos casos, não exige formação específica ou experiência anterior.
Curso
Para aqueles que desejam capacitação nesta área, a Universidade Estácio de Sá oferece o Curso de Formação de Representantes para Indústria Farmacêutica. O professor André Reis possui mais de 20 anos de experiência como executivo de marketing das principais indústrias farmacêuticas do Rio de Janeiro. Ao longo do curso os alunos terão aulas teóricas sobre: anatomia e fisiologia do corpo humano, conceitos de marketing aplicados ao setor, análise de material promocional; e também aulas práticas como simulação da visita médica e técnicas de oratória e improvisação. O curso se inicia em 4 de abril.
Fonte: SnifBrasil
segunda-feira, 9 de março de 2009
Indústrias farmacêuticas anunciam fusão bilionária
Merck e Schering-Plough, dos EUA, irão se fundir.
Transação terá custo total de US$ 41,1 bilhões.
Os conselhos de administração dos grupos farmacêuticos americanos Merck e Schering-Plough anunciaram nesta segunda-feira (9) a conclusão de um acordo para uma fusão, em uma transação que envolve troca de ações e pagamento em dinheiro, por um total de US$ 41,1 bilhões.
Segundo as companhias, cerca de 44% do pagamento será feito em dinheiro e 56% em ações. Da porção em dinheiro, US$ 9,8 bilhões virão de recursos próprios, enquanto US$ 8,5 bilhões serão financiados pelo banco J.P. Morgan.
A nova empresa terá o nome de Merck ao fim da transação, que foi aprovada por unanimidade pelos conselhos de administração das duas gigantes, segundo um comunicado conjunto.
O acordo determina que os acionistas da Schering-Plough receberão 0,5767 ação e US$ 10,50 em pagamento por cada ação da Schering-Plough.
Cada ação da Merck se transformará automaticamente em uma ação da empresa combinada, da qual os atuais acionistas da Merck terão 68% e os da Schering-Plough, 32%.
Após a fusão das duas gigantes, cujo volume de negócios combinado chegou a US$ 47 bilhões em 2008, a Merck espera economizar custos depois de 2011 da ordem aproximada de US$ 3,5 bilhões anuais.
"Damos nascimento a um sólido líder mundial no setor do atendimento da saúde, destinado a ter êxito e a gerar um crescimento duradouro", afirmou o presidente da Merck, Richard Clark.
Fonte: Portal G1
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Grupo Sanofi-Aventis negocia aquisição da brasileira Medley
A Medley, líder na fabricação de medicamentos genéricos no país, negocia a venda de seu controle ao laboratório francês Sanofi-Aventis.
A crise de liquidez, com o encarecimento do crédito e a escassez de linhas de financiamento para capital de giro, nos últimos meses, obrigou a família Negrão, dona da Medley, a acelerar a busca de alternativas para o negócio, segurou apurou o Valor com pessoas familiarizadas com a transação.
A expectativa é que o negócio seja anunciado em breve, segundo disseram essas pessoas. Mas a negociação, segundo essas fontes, ainda depende de certas condições, como o acerto quanto ao preço e a separação de alguns ativos problemáticos.
A venda do controle da empresa, com sede em Campinas, no interior de São Paulo, pode superar os R$ 500 milhões, uma cifra inferior ao exigido pelos controladores no passado quando desejavam receber R$ 1 bilhão.
O laboratório brasileiro Aché, que demonstrou interesse recente em aumentar sua posição no segmento de genéricos, chegou a conversar com a Medley, mas perdeu a disputa para o grupo francês. O banco suíço UBS assessora a Medley.
Procurada, a Medley disse que não se pronunciaria sobre o assunto. A assessoria da Sanofi-Aventis no país nega a informação.
Não é a primeira vez que Alexandre Negrão, piloto campeão de stock car, tenta encontrar uma solução para sua empresa. O controle da Medley chegou a ser negociado no passado ao mesmo tempo em que a empresa se estruturava internamente - profissionalização da gestão, auditorias externas e adoção de programas de gestão SAP - para tentar abrir seu capital.
Mas a crise mudou os planos. Jairo Yamamoto, presidente da Medley desde 2001 e um ex-executivo do Banco do Brasil, passou os últimos meses em silêncio tentando reduzir a dependência de recursos de terceiros, de bancos considerados de segunda linha, que vinham alavancando as vendas do laboratório.
A desvalorização do real também encareceu a compra de princípios ativos, a matéria-prima dos genéricos que é importada principalmente da China a Índia. Como se tratam de produtos de alta concorrência, o aumento nos custos acabam por reduzir as margens de lucro.
Para a Sanofi-Aventis, a compra pode recolocar a empresa à liderança do mercado farmacêutico brasileiro em vendas ao varejo, posição perdida no ano passado para o EMS, outro laboratório brasileiro, forte em genéricos.
A Sanofi, maior farmacêutica europeia, que procura incessantemente substitutos aos seus medicamentos que perderão patente e ao fracasso do Acomplia, a droga contra obesidade, retirada do mercado mundial, em razão de seus efeitos colaterais, assumiria um terço do mercado de genéricos, o de maior crescimento no Brasil.
Na semana passada, o principal executivo da Sanofi, Chris Viehbacher, que veio da GlaxoSmithKline no ano passado para diversificar e expandir as operações do laboratório francês, declarou que a empresa dedicaria esforços para manter uma posição de liderança em mercados emergentes, como o Brasil.
A linha de genéricos da Sanofi, com a marca Winthrop, tem menos de 20 produtos no Brasil e deve ser engordada com duas centenas de medicamentos da Medley, além dos canais de distribuição no varejo. Os genéricos funcionam iguais aos medicamentos de referência, porém não possuem proteção de patente e, portanto, costumam custar mais baratos.
Se a compra for concretiza, Viehbacher deverá deixar o negócio de genéricos independente às decisões da matriz, mas fazendo alguns ajustes na gestão da empresa. Fatalmente, dizem fontes do setor, a política de vendas da Medley, sustentada por prazos longos junto aos distribuidores, será modificada, o que poderá reduzir os descontos dos genéricos nas farmácias.
Com a Medley, que fatura cerca de R$ 800 milhões, as receitas da Sanofi, cujas vendas somaram R$ 1,6 bilhão em 2008, chegariam a R$ 2,3 bilhões no Brasil, acima até do resultado obtido pela subsidiária brasileira da Pfizer com a recente compra da Wyeth.
A Medley, marca adotada em 1996, em substituição ao polêmico Instituto Químico de Campinas (IQC), começou a produzir genéricos em 2000, com apoio da política oficial do governo federal. Em poucos anos, deixou as 40ª posição do ranking para figurar entre os maiores laboratórios do país. Em dezembro, ficou na terceira posição entre todos os laboratórios, atrás do EMS e da Sanofi.
O laboratório também patrocina atletas, alguns em modalidades esportivas praticadas por deficientes físicos (basquete sob rodas, tênis para cadeirantes). Mas os maiores gastos são realizados no automobilismo, principalmente nas atividades da família Negrão, que nunca deixou de ostentar sua paixão por carros.
Fonte: Valor Online
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Genéricos vão entrar em mercado de R$ 750 mi
Um extenso levantamento realizado pela Pró-Genéricos, a entidade que reúne os fabricantes de medicamentos genéricos no Brasil, mostra que, nos próximos três anos, vão vencer patentes de 17 remédios no país, que hoje faturam pelo menos R$ 750 milhões.
Quando a patente expira, os medicamentos de marca têm grande parcela das vendas afetadas pela competição com os genéricos, remédios equivalentes, porém mais baratos. A maioria dos vencimentos de patente ocorrerá em 2010, quando 12 drogas perderão a proteção.
Na lista compilada pela Pró-Genéricos, obtida com exclusividade pelo Valor, estão medicamentos conhecidos como o Lipitor, o remédio mais vendido no mundo, utilizado para o controle dos níveis de colesterol; o Viagra, a famosa pílula azul contra impotência sexual; o anti-hipertensivo Diovan, um dos comprimidos que mais faturam no país, e o antipsicótico Zyprexa, um remédio com grande vendagem para governo.
Essas marcas pertencem às grandes multinacionais farmacêuticas como Pfizer, Novartis e Eli Lilly. São alvos de cobiça dos laboratórios de genéricos. Antes mesmo de terminar o prazo legal de proteção da patente, que dura 20 anos, os fabricantes já estão prontos para colocar as versões genéricas no mercado. Assim que cai a exclusividade obtida com a proteção intelectual, o genérico entra no mercado. E os preços tendem a cair.
"O valor de R$ 750 milhões é uma estimativa dos dados auditados no varejo farmacêutico. O número pode ser maior", explica o presidente da Pró-Genéricos, Odnir Finotti. "Faltam incluir, por exemplo, as vendas para governos federais, estaduais e municipais, mas o acesso a essas informações é limitado." Segundo estimativas da Pró-Genéricos, o Lipitor, que pertencem à Pfizer, representa cerca de R$ 250 milhões do total de R$ 750 milhões. A aquisição da americana Wyeth pela Pfizer por US$ 68 bilhões, nesta semana, foi interpretada por especialistas como uma forma de a empresa compensar a perda futura de receita do Lipitor com o fim de sua patente. A Wyeth é dona de um grande "pipeline" de medicamentos lucrativos no segmento de biotecnologia.
Com tanto interesse econômico por trás, os laboratórios de genéricos e multinacionais travam disputas legais em defesa dos interesses de cada segmento. "Os laboratórios multinacionais tentam esticar o prazo de validade de suas patentes", diz Finotti. Segundo ele, esse é o caso do Lipitor. Para a entidade de fabricantes de genéricos, o vencimento da patente do Lipitor no país já tem data marcada e a acontece ainda neste ano, em agosto. Para a Pfizer, dona da marca, o vencimento ocorre apenas em dezembro de 2010.
Alegando que a Pfizer "abandonou" a patente do Lipitor no país, antes de buscar uma validação como ocorreu nos EUA, a Pró-Genéricos diz que a lei brasileira não reconheceu esse tipo de mecanismo. "O INPI (o órgão brasileiro de proteção intelectual) entrou com processo na Justiça contra a intenção da Pfizer de esticar o prazo", disse.
Segundo a Pfizer, uma decisão judicial foi dada de forma definitiva corrigindo o prazo da patente que cobre a atorvastatina, o princípio ativo do Lípitor. Ainda de acordo com o laboratório, há uma ação visando cancelar a decisão do Tribunal Regional Federal que corrigiu a data de validade da patente, mas não há decisão sobre esse assunto.
Fonte: Valor Online