SINDICATO DOS PROPAGANDISTAS, PROPAGANDISTAS-VENDEDORES E VENDEDORES DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
domingo, 17 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Futebol sindiprofarn
O SINDIPROFARN reativou o futebol no clube da CAERN, toda segunda-feira a partir das 19:30hs. Participe deste momento de lazer com os nossos colegas. Estaremos sempre divulgando a resenha da pelada.
domingo, 26 de setembro de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Baile do Propagandista 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Quase metade dos médicos receita o que fábrica indica
Dados são de pesquisa inédita do Conselho Regional de Medicina de SP
Quatro em cada cinco médicos recebem visita de fabricantes; desses, 48% indicam remédios sugeridos pela indústria
Quase metade (48%) dos médicos paulistas que recebem visitas de propagandistas de laboratórios prescreve medicamentos sugeridos pelos fabricantes.
Na área de equipamentos médico-hospitalares, a eficácia da visita é ainda maior: 71% dos profissionais da saúde acatam a recomendação da indústria.
Os dados, obtidos com exclusividade pela Folha, vêm de uma pesquisa inédita do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de SP), que avaliou o comportamento médico perante as indústrias de remédios, órteses, próteses e equipamentos médico-hospitalares.
Feito pelo Datafolha, o levantamento envolveu 600 médicos de várias especialidades, que representam o universo de 100 mil profissionais que atuam no Estado.
Do total, 80% deles recebem visitas dos propagandistas de medicamentos -em média, oito por mês.
A pesquisa revela que 93% dos médicos afirmam ter recebido, nos últimos 12 meses, produtos, benefícios ou pagamento da indústria em valores até R$ 500.
Outros 37% declaram que ganharam presentes de maior valor, desde cursos a viagens para congressos internacionais.
RELAÇÃO CONTAMINADA
Para o Cremesp, um terço dos médicos mantém uma "relação contaminada com a indústria farmacêutica e de equipamentos, que ultrapassa os limites éticos".
"Para boa parte [dos médicos], a única forma de atualização é a propaganda de laboratório. E com ela vem os presentes, os brindes. Isso tomou uma dimensão maior, mais promíscua, quando as receitas passaram a ser monitoradas", diz Luiz Alberto Bacheschi, presidente do Cremesp.
Em 2005, a Folha revelou que, em troca de brindes ou dinheiro, farmácias e drogarias brasileiras auxiliavam a indústria de remédios a vigiar as receitas prescritas por médicos.
Com acesso a cópias do receituário, representantes dos laboratórios pressionavam os profissionais a indicar seus produtos e os recompensavam por isso.
A prática não é ilegal, mas é considerada antiética. Afinal, quem pode pagar essa conta é o paciente. "Na troca de favores, o médico pode receitar um medicamento que tenha a mesma eficácia clínica do que o concorrente, mas que custa mais caro", explica o cardiologista Bráulio Luna Filho, coordenador da pesquisa do Cremesp.
APOIO
A maioria dos médicos (62%) avalia de forma positiva a relação com a indústria.
Para 73% deles, os congressos científicos não se viabilizariam sem apoio da indústria de medicamentos e de equipamentos.
Luna Filho pondera que, com a internet, o acesso a informações médicas está universalizado. "Essa conversa de que médico tem que ir para congresso no exterior para se atualizar é balela. Ele vai é para fazer turismo."
Existem várias normas -inclusive um artigo no novo Código de Ética Médica, uma resolução da Anvisa e um "código de condutas" da associação das indústrias- que tentam evitar o conflito de interesses na relação entre médicos e laboratórios.
"O problema é que não existe um controle rigoroso de nenhuma das partes", diz Volnei Garrafa, professor de bioética da UnB.
Fonte: Folha de São Paulo
segunda-feira, 19 de abril de 2010
ABRAFARMA VAI RECORRER DA DECISÃO DO MINISTRO DO STJ
Em decisão anunciada em 13 de abril, o vice-presidente do STJ, Ministro Ari Pargendler, decidiu acatar pedido da Anvisa e suspender a decisão judicial liminar concedida à Abrafarma pelo MM Juiz da 5ª. Vara Federal de Brasília, bem como decisão da Febrafar - entidade que reúne redes associativistas.
Lamentavelmente o julgador, reconhecendo que a discussão se dá no campo da legalidade ou não das medidas da Anvisa, não entrou no mérito de tal discussão e alegou "um juízo político" acerca dos "danos que as decisões que anteciparam a tutela podem trazer à saúde pública - que estará comprometida se o consumidor for estimulado mediante a exposição de remédios, à automedicação". E conclui dizendo que, "se a medida será eficaz ou não, só o tempo poderá dizer".
Imediatamente após a publicação da decisão, a Abrafarma e a Febrafar recorreram da decisão do próprio STJ. Ao mesmo tempo, as entidades procederão uma reclamação junto ao STF, visto que se trata de matéria que envolve o princípio da Legalidade: não há, na lei em vigor, base legal que permita à ANVISA tomar tal medida (RDC 44 e IN 09 e 10). A expectativa é reverter a situação brevemente no STF, que pode suspender a decisão do STJ em função de usurpação de competência. Isto porque o STF é o Tribunal apropriado para discussão questões que envolvem o princípio de legalidade.
O que muda imediatamente
Em princípio nada. A ABCFARMA e outras entidades locais continuam com decisões válidas. As empresas associadas à Abrafarma também estão associadas aquela entidade co-irmã.
As leis estaduais
Há ainda as leis estaduais e municipais, que já passam de 20. Nos Estados e Municípios em que existe uma legislação local, a vigilância sanitária e a Anvisa terão de respeitá-las e não poderão obrigar as farmácias abrangidas pela legislação existente a retirar os produtos de conveniência. Estes produtos são aprovados por 77% da população brasileira, segundo pesquisa realizada pelo Ibope em 2009.
Fonte:SnifBrasil