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segunda-feira, 30 de março de 2015

Preço dos remédios pode subir até 7,7% a partir do dia 31. Confira lista

Reajuste vale para cerca de 20.000 itens; porcentuais estão bem acima do que os autorizados no ano passado

Pílulas de remédio

A partir do dia 31 de março, o preço dos remédios vendidos no Brasil poderá sofrer um reajuste de 5% a 7,7%, segundo definiu a Câmara de Regulação de Medicamentos (CMED) nesta quinta-feira. Os porcentuais estão bem acima do que os autorizados no ano passado, quando o reajuste foi de 1,02% a 5,68%.

O governo deverá anunciar nos próximos dias as taxas oficiais de aumento, mas dificilmente haverá mudança em relação aos cálculos do CMED. As regras valem para cerca de 20.000 itens comercializados.

A variação no preço dos medicamentos dependerá da classificação de cada um - se nível 1, 2 ou 3. As três faixas são determinadas pela CMED de acordo com a concorrência enfrentada pelo produto no mercado. Quanto maior a concorrência, maior o reajuste.

Para remédios do nível 1, o reajuste permitido será de, no máximo, 7,7%. Nesta categoria estão incluídas drogas como omeprazol, a metformina, a sinvastatina, a dipirona e a amoxicilina. Para medicamentos do nível 2, considerados de concorrência mediana, como o risedross, o aumento será de 6,35%. Já os de menor concorrência ou aqueles ainda protegidos por patentes, como a ritalina, o buscopan e o aerolin, o porcentual máximo de aumento será de 5%.

No site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma lista de 2014 permite saber a classificação de cada remédio, e, portanto, o possível aumento no preço de cada um. Para a maioria dos medicamentos, a classificação não será alterada.

Fonte: Veja

sexta-feira, 6 de março de 2015

Laboratórios cortam previsão de expansão e podem demitir

Duas medidas anunciadas na última sexta-feira (27/02) pelo Governo jogaram um balde de água fria nas expectativas e planos da indústria farmacêutica para este ano. Tanto a Medida Provisória 669, que alterou a desoneração da folha de pagamentos, quanto as mudanças nas regras para o cálculo do reajuste de medicamentos, segundo o Sindusfarma, entidade que representa 190 empresa ou cerca de 90% do mercado nacional, colocaram em risco o nível de investimentos e emprego no setor, levaram à redução da expectativa de crescimento neste ano e podem reduzir o nível de descontos concedidos ao consumidor.

De acordo com o presidente do sindicato, Nelson Mussolini, grandes empresas já indicaram que vão fechar postos de trabalho e sinalizaram cortes de até 50% nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. "Esse será um ano preocupante. O setor vinha com crescimento consistente nos últimos anos e, agora, acreditamos que será difícil alcançar a inflação (entre 7% e 7,5%)", afirmou Mussolini. "O setor industrial farmacêutico vai rever planos de investimento e deve cortar vagas", acrescentou.

Inicialmente, a indústria trabalhava com expectativa de expansão de 9,5% a 10% sobre vendas no varejo farmacêutico de R$ 65,8 bilhões no ano passado, valor que não considera os descontos concedidos. Essa previsão já embutia desaceleração em relação ao ritmo de crescimento do ano passado, de mais de 13% frente a 2013, provocada pelo momento complicado que atravessa a economia brasileira. O cenário, porém, se deteriorou com os anúncios de sexta-feira.

O setor farmacêutico, que antes recolhia 1% do faturamento como contribuição à Previdência Social, passará a pagar 2,5% da receita bruta, um aumento de 150%. Ao mesmo tempo, a expectativa é a de que o percentual de reajuste dos medicamentos, que deve ser anunciado no dia 31pelo Ministério da Saúde, fique abaixo da inflação - o próprio ministério já indicou que o aumento médio será inferior.

Conforme Mussolini, não é possível antecipar qual será a média ponderada de reajuste, "mas certamente ficará abaixo do INPC". Historicamente, essa média é dois pontos percentuais inferior à inflação, disse. A linha de custos da indústria subiu acima dos índices oficiais. O levantamento mais recente do Sindusfarma sobre custos da indústria indica alta de 18% em 2014, puxada por mão de obra e variação cambial, que incide principalmente sobre os insumos farmacêuticos importados, que respondem por cerca de 90% do consumo da indústria nacional.

A matriz insumo-produto prevista no fator "y" da fórmula de preços do Governo, acrescentou Mussolini, distorce a realidade da indústria. Neste ano, o cálculo ainda vai considerar dados de 2005, quando a média de importados era de 15%. "O aspecto positivo da medida é a promessa do Governo de conferir maior transparência e previsibilidade ao reajuste de medicamentos", ponderou, referindo-se à publicidade que o Governo deu ao método aplicado para o cálculo do fato "x", que considera a produtividade do setor.

Outra variável da fórmula, o fator "z", incorpora índices internacionais mais atualizados para medição da concorrência no setor. "O ministério falou em redução de R$ 100 milhões por ano no do gasto no mercado de medicamentos, mas não sabemos como esse número foi calculado. Se retiramos somente 2,7% de produtividade, esse valor é muito maior", disse.

Diante desse cenário, é provável que a indústria reduza o ritmo de descontos concedidos, com vistas a mitigar uma parte do impacto das medidas nas margens de lucro do setor, acrescentou Mussolini.

Fonte: Valor Econômico – 03/03/2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Conselho de SP proíbe médico de receber gratificações da indústria

Em razão do escândalo da máfia das próteses, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) publicou nesta quinta (05) resolução que proíbe médicos paulistas a prescrever medicamentos, órteses, próteses e outros materiais como contrapartida de gratificações da indústria.

Também determina que o médico referência em sua área de atuação, contratado na condição de consultor ou divulgador das empresas farmacêuticas ou de órteses e próteses deverá informar por escrito ao Cremesp o tempo em que atuará nessa condição e o nome da empresa em que prestará serviço.

Os médicos estão vetados de permitir a entrada na sala cirúrgica de representantes das empresas –exceto quando em função exclusivamente técnica e sem acesso ao campo cirúrgico.

O documento também responsabiliza os diretores técnicos e clínicos de hospitais caso haja má utilização das órteses e próteses.

Para o Cremesp, a relação de médicos e hospitais com a indústria de medicamentos, órteses, próteses e materiais "ultrapassou os limites éticos, bioéticos e sociais da boa prática da medicina".

Entre as justificativas da nova resolução estão evidências científicas de que a relação entre médicos e indústria pode influenciar, de forma negativa, as prescrições de medicamentos e as decisões sobre tratamento.

O Cremesp lembra ainda que os gastos dos laboratórios e das indústrias de órteses e próteses com promoção dirigida aos médicos são repassados ao preço final dos produtos e, consequentemente, têm impacto nos gastos dos cidadãos e nos custos do sistema de saúde. A nova resolução entra em vigor em 60 dias.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Merck negocia compra de fabricante de antibióticos Cubist

Cartela de antibióticos: venda controlada

A farmacêutica americana Merck Sharp & Dohme (MSD) negocia um acordo para a compra da fabricante de antibióticos Cubist Pharmaceuticals, num negócio avaliado em 8 bilhões de dólares. A informação foi publicada pelos jornais The New York Times, Financial Times e The Wall Street Journal, citando fontes próximas às negociações.

A MSD se propõe, segundo a reportagem, a pagar cerca de 100 dólares por ação da Cubist, valor que embute prêmio de 34% em relação ao preço de fechamento de sexta-feira, de 74,36 dólares por papel. Ainda não se sabe se o pagamento será feito em dinheiro, ações ou uma combinação dos dois.

A farmacêutica Cubist é especializada em desenvolver medicamentos para tratamento de doenças infecciosas, sobretudo em ambiente hospitalar. Seu principal remédio é o Cubicin, um antibiótico intravenoso cujas vendas renderam à empresa 1 bilhão de dólares em 2013.

Fonte: VEJA

sábado, 11 de outubro de 2014

Medicamento similar será opção a droga de referência

A partir do próximo ano, os farmacêuticos vão poder oferecer os medicamentos similares como uma opção aos remédios de referência prescritos pelo médico –troca que, hoje, só é permitida entre o genérico e o referência.

O produto de referência é, em geral, aquele original, que trouxe a inovação. Similares e genéricos são cópias.

A mudança na forma da venda do similar, chamada de intercambialidade, foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesta quinta-feira (9).

Editoria de Arte/Folhapress

A alteração decorre do fato de que, até o fim deste ano, será obrigatório que os similares apresentem os mesmos testes de equivalência que os genéricos para comprovar que funcionam, no organismo, como os originais.

A nova regra para a venda valerá a partir de 1º de janeiro de 2015, mas as empresas terão um ano para incluir a informação sobre a intercambialidade nas suas bulas.

O impacto da medida deve ser sentido mais em relação aos remédios de venda controlada. Isso porque, na prática, as farmácias não cobram a prescrição médica na hora de vender remédios de tarja vermelha –a não ser aqueles cuja receita deve ser retida, como antibióticos– e, assim, essa troca pelo similar acaba já sendo feita livremente.

Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, diz que "deveria funcionar o respeito às tarjas" e a obrigação de apresentação da receita.

"Não dá mais para tratar um medicamento de tarja como se ele não tivesse tarja." Segundo o diretor, os laboratórios pediram a prorrogação de um grupo de trabalho para avaliar formas de exigir a prescrição nas farmácias.

A intercambialidade do similar foi uma proposta lançada pela Anvisa no fim de 2013. Duas mudanças importantes nessa proposta, no entanto, foram feitas desde então e seguidas de um recuo frente a fortes críticas da indústria de medicamentos.

Em janeiro deste ano, o então ministro Alexandre Padilha (Saúde) lançou a ideia de que os similares passassem a ser identificados com o símbolo "EQ" na embalagem –algo para contrapor o "G" que identifica os genéricos.

Padilha, que concorreu às eleições para o governo de São Paulo pelo PT, chegou a apresentar, em uma entrevista coletiva, um protótipo da nova caixa do remédio.

Além disso, o então ministro disse que defenderia que os similares também tivessem um preço reduzido predeterminado, da mesma forma como acontece com os genéricos –que, por lei, devem custar até 65% do preço cobrado pelo remédio de referência.

Esses dois tópicos geraram fortes críticas do setor, que defende a regulação dos preços pelo próprio mercado.

Barbano afirmou, ontem, que o governo vai monitorar os preços dos similares e intervir no mercado caso haja alguma alteração após a vigência da nova resolução.

Em vez do símbolo "EQ" na embalagem, a informação sobre o produto ser intercambiável estará escrita apenas na bula e publicada em listas da Anvisa –disponíveis na internet e nas farmácias.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Abbott comprará fabricante chilena de medicamentos CFR Pharma

Reuters Brasil

A Abbott Laboratories anunciou que vai adquirir a companhia farmacêutica latino-americana CFR Pharmaceuticals, o que mais que dobrará seu portfólio de drogas genéricas de marca e ampliará sua presença na América Latina.

A Abbott disse que vai comprar a holding que controla indiretamente cerca de 73 por cento da chilena CFR e que vai conduzir uma oferta pública de compra para as ações restantes.

A companhia afirmou que, caso todas as ações circulantes sejam envolvidas, o preço total de compra deve ser de cerca de 2,9 bilhões de dólares, e mais 430 milhões de dólares em dívidas assumidas.

Por Esha Dey

domingo, 11 de maio de 2014

Merck vende unidade de bens de consumo e saúde para a Bayer

O Merck & Co fechou a venda de sua unidade de bens de consumo e saúde para a alemã Bayer por 14,2 bilhões de dólares, disseram as empresas nesta terça-feira, em meio a uma série de transações no setor de saúde.

Bayer

"Esta aquisição é um marco importante no nosso caminho para a liderança global no atrativo negócio de venda de medicamentos que não exigem prescrição", disse o presidente-executivo da Bayer, Marijn Dekkers, em um comunicado.

A Merck disse que espera recursos após impostos de 8 bilhões a 9 bilhões de dólares com a venda, que deve ser concluída no segundo semestre de 2014.

A transação, a maior na indústria farmacêutica alemã desde que a Bayer comprou a rival Schering em 2006, irá tornar a Bayer a segunda maior fabricante de remédios que não precisam de receita, atrás da Johnson & Johnson.

A Bayer tem dito repetidamente que quer tomar o lugar da J&J no ranking.

A J&J possui cerca de 4 por cento do mercado de bens de consumo e saúde, seguida pela Bayer e pela GlaxoSmithKline (GSK).

A Merck tem cerca de 1 por cento, com marcas que incluem o protetor solar Coppertone e o medicamento para alergia Claritin.

A fragmentada indústria está se consolidando rapidamente. A Novartis e a GSK irão formar uma joint venture para o mercado de bens de consumo e saúde como parte de um acordo no mês passado para negociação de cerca de 20 bilhões de dólares em ativos.

domingo, 30 de março de 2014

BNDES aprova R$ 250 milhões para Libbs Farmacêutica

Vinicius Neder – Estadão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 250,8 milhões para a Libbs Farmacêutica, informou na tarde desta quarta-feira, 19, a instituição de fomento. O empréstimo será usado na construção de uma fábrica de biofármacos, para a produção de medicamentos biotecnológicos para tratamento de câncer e doenças autoimunes.

A fábrica ficará no complexo industrial da Libbs em Embu das Artes (SP) e terá capacidade de processar até 24 mil litros de células animais destinadas à produção de anticorpos monoclonais (proteínas específicas utilizadas como princípio ativo de medicamentos), informou o BNDES em nota. A conclusão da primeira fase das obras está prevista para 2016.

Ainda segundo o BNDES, a Libbs firmou parceria com a Mabxcience (empresa pertencente à farmacêutica Chemo, ambas do grupo Insud) para tocar o projeto. A parceria prevê a transferência de tecnologia da produção de seis anticorpos monoclonais biossimilares ("cópias" de medicamentos biológicos). Espera-se que, ao final da transferência de tecnologia, todo o processo de produção desses medicamentos biológicos seja realizado no País.

sábado, 29 de março de 2014

União Química assumirá fábrica da Novartis

Mônica Scaramuzzo, do Estadão

A farmacêutica suíça deve anunciar a transferência de sua fábrica instalada em Taboão da Serra para a União química

RemédiosA farmacêutica suíça Novartis deve anunciar nesta terça-feira, 18, a transferência de sua fábrica instalada em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, para a União Química, controlada pelo empresário Fernando de Castro Marques.

A União Química deverá ser responsável pela produção dos medicamentos dessa unidade da Novartis, entre eles, os rótulos Cataflan e Ritalina. Essa fábrica é responsável pela produção de remédios que perderam a patente, mas continuam com fortes vendas no mercado.

As negociações entre as duas empresas ocorrem há quase um ano, conforme antecipou o jornal o Estado de S. Paulo em reportagem no início de março.

Hoje, a Novartis tem seis fábricas no Brasil. O foco da companhia suíça no País, contudo, será na produção de medicamentos biológicos. O grupo está construindo uma fábrica de vacinas para combate à meningite B em Pernambuco, direcionada à exportação do medicamento.

O investimento nessa planta é de cerca de R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 800 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No início de março, o empresário Fernando de Castro Marques anunciou a compra da fábrica da canadense Valeant, a Bunker, instalada na zona sul de São Paulo. A marca Bunker continua nas mãos da farmacêutica canadense.

Com faturamento de cerca de R$ 700 milhões, a União Química está expandindo seus negócios no segmento farmacêutico. O grupo também tem atuação em saúde animal e é sócio da Bionovis, empresa que tem entre os acionistas Hypermarcas, Aché e EMS. Procuradas, as duas companhias não comentaram o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Governo terá de rever regras sobre remédios

Estadão

Consulta pública encerrada na segunda-feira, 24, indicava reprovação da proposta que dá a medicamentos similares o mesmo status dos remédios genéricos

O governo vai rediscutir a criação de uma nova classe de medicamentos, batizada de equivalentes. A proposta, lançada em janeiro, previa que remédios, hoje chamados similares, ganhariam o novo nome e o status semelhante ao dos genéricos, desde que adotassem a mesma política de preços: o valor não poderia ser superior a 65% do cobrado por medicamentos de referência.

Diante da polêmica criada entre os fabricantes, a ideia agora é revista por um grupo de trabalho. Na mesa, estão duas alternativas à ideia inicial: sepultar a nova marca ou torná-la opcional para o fabricante.

Na segunda-feira, 24, terminou o prazo da consulta pública aberta para avaliar o texto que previa a criação dos equivalentes. Até as 17 horas, o placar indicava altos índices de reprovação da proposta, considerada intervencionista e, na avaliação dos produtores, uma ameaça ao equilíbrio conquistado nesse mercado.

Ao lançar a ideia, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo pelo PT, afirmou que o recurso poderia ser uma arma importante para aumentar a concorrência e, por tabela, reduzir o preço dos produtos. O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, durante o lançamento disse estar convicto de que a proposta impulsionaria a venda de similares e genéricos. Pelas projeções de Barbano, em três anos, essas duas classes de medicamentos serão responsáveis por 80% do mercado. Hoje, representam 62%.

Com o fim da consulta pública, a tendência é de se intensificarem as reuniões dentro do grupo de trabalho, formado por representantes do setor produtivo, por integrantes do Ministério da Saúde e da Anvisa. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse estar aberto a mudanças no texto.

A próxima reunião está marcada para março. O grupo tem 120 dias para discutir a criação dos equivalentes e outros três temas correlatos: a possibilidade de troca de medicamentos de referência por genéricos ou similares (chamada intercambialidade); mecanismos para rastrear toda a cadeia produtiva, para evitar falsificações e desvios (rastreabilidade); regras que permitam colocar em prática a obrigatoriedade da apresentação de receita na hora da compra e a logística reversa, sistema para recolher produtos não usados por consumidores.

Desses temas, são considerados polêmicos a intercambialidade e a criação dos equivalentes. A mudança nas regras para similares devem estar concluídas este ano, quando termina o prazo para que todos os medicamentos chamados similares apresentarem testes de bioequivalência e biodisponibilidade, que comprovam ser cópias fiéis dos medicamentos de referência.

Prerrogativa. Uma parte do setor produtivo reivindicava que, com essa mudança, similares também pudessem substituir prescrições de medicamentos de marca - prerrogativa que no momento vale apenas para os genéricos. O governo aceitou a mudança, mas com a condição da mudança do preço.

"Essa proposta envolve um risco para o mercado, que tem alto nível de concorrência e já está em equilíbrio", afirma Reginaldo Arcuri , presidente do grupo FarmaBrasil. Para o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, Nelson Mussolini, o ideal é que tudo permaneça como está.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Quem é a empresa que lucra juntando dados sobre sua saúde

Julia Carvalho – Exame.com

A IMS Health detém, por exemplo, informações sobre 85% de todas as receitas médicas prescritas no mundo, e as vende para farmacêuticas

Pílulas de remédios

A IMS Health, empresa que anunciou sua abertura de capital na última quinta-feira, ganha a vida comprando e vendendo informações sobre a saúde das pessoas.

Funciona assim: toda vez que você passa por um pronto socorro, faz algum exame ou compra algum remédio, está fornecendo dados para um hospital, laboratório ou farmácia.

Sexo, idade, sintomas, quais remédios vai tomar e quem foi o médico que o atendeu são alguns desses dados. Essas informações são vendidas para empresas, que as compilam, analisam e revendem para gigantes farmacêuticas.

Com esses dados é possível prever, por exemplo, quais as chances de sucesso de determinado medicamento no mercado, qual o preço aceitável e quais são os produtos que terão maior demanda em um futuro próximo. É possível, também, saber os perfis dos médicos e o que eles costumam prescrever, o que facilita as ações de marketing por parte da empresas.

Além das fabricantes de remédios, estão entre seus principais clientes hospitais, planos de saúde e governos.

A IMS Health é a companhia que domina esse setor. De acordo com a própria, ela detém informações de 85% de todas as receitas médicas prescritas no mundo. Eles garantem, também, que não colocam as mãos em nenhum tipo de dado pessoal, como nome e endereço.

A oferta de capital deve sair nas próximas semanas. Até lá, saberemos exatamente o quanto esse negócio de compra e venda de informações vale. Mas, pelo tamanho das partes envolvidas, já é possível se ter uma leve ideia.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

BNDES aprova R$804 milhões para fábrica da Novartis em PE

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A fábrica produzirá três tipos de proteínas usadas em uma vacina contra a meningite B, a Bexsero

imageO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de 804 milhões de reais à empresa farmacêutica suíça Novartis para a construção de uma fábrica de biotecnologia em Jaboatão dos Guararapes (PE), de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira.

A fábrica produzirá três tipos de proteínas usadas em uma vacina contra a meningite B, a Bexsero.

Os produtos fabricados no Brasil serão exportados para outra unidade da empresa, na Itália, e incorporados na vacina. A fábrica deve entrar em operação em 2018, informou o BNDES.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aché está à procura de um presidente

Monica Scaramuzzo, do 

A companhia busca um executivo com perfil financeiro que faça a empresa cada vez mais rentável para garantir gordos dividendos para as famílias controladoras

A farmacêutica Aché, uma das maiores do País, está à procura de um presidente executivo. Mas não é um presidente qualquer. A companhia nacional, que registrou faturamento líquido de R$ 1,6 bilhão em 2012, busca um executivo com perfil financeiro, disseram fontes ao jornal O Estado de S. Paulo.

A estratégia é tornar a empresa cada vez mais rentável para garantir gordos dividendos para as três famílias controladoras: Dellape Baptista, Siaulys e Depieri.

“O Aché é uma máquina de fazer dinheiro e é considerada uma das mais rentáveis do setor, com um portfólio de medicamentos diversificado”, afirmou uma fonte.

O Aché, porém, informou apenas que “segue no processo de sucessão e está avaliando candidatos para a posição de diretor-presidente. No momento oportuno haverá comunicação sobre o novo ocupante do cargo”.

Desde fevereiro, a companhia tem sido coordenada por um comitê de gestão, do qual fazem parte os diretores executivos Manoel Arruda Nascimento (gestão de demanda); Celso Sustovich (novos negócios) e Vânia de Alcântara Machado (comercial), apoiados pelo presidente do Conselho de Administração, Adalberto Dellape Baptista.

Este comitê foi criado após a saída do executivo José Ricardo Mendes da Silva, considerado o homem de confiança dos Depieri.

Venda bilionária

No ano passado, os acionistas do grupo, que está na segunda geração, tentaram vender o laboratório. Gigantes globais, como a inglesa GlaxoSmithKline (GSK) e a suíça Novartis, olharam os ativos, dizem fontes. O Aché não confirma que esteve à venda.

O negócio estaria avaliado na casa dos R$ 15 bilhões - quase 25 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia, valor considerado estratosférico no setor farmacêutico.

No mercado internacional, para se ter uma ideia, os ativos farmacêuticos giram em torno de 8 a 10 vezes o Ebtida. Importantes aquisições feitas no País, como o da Mantecorp pela Hypermarcas, e a Multilab pela Takeda, os múltiplos giraram em torno de 20 vezes o Ebtida.

“Muita companhias globais chegaram a avaliar o Aché, considerado um dos melhores ativos farmacêuticos do País, mas as negociações esbarraram no preço. O valor dos laboratórios nacionais inflacionou muito e o cenário macroeconômico não está entre os mais otimistas”, diz uma fonte.

“Não é a primeira vez que os acionistas tentaram vender a empresa. Muito se fala em divergência entre os acionistas nos negócios, mas os controladores criaram sua regra de convívio e se toleram.

Eles são, na verdade, mais acionistas do que donos e estão mais interessados em tirar o lucro”, afirma outra fonte. Nos últimos três anos, os sócios retiraram dividendos que responderam por quase 100% do lucro da empresa, afirmaram fontes.

Outros negócios

Além da participação no laboratório Aché, os controladores mantêm importantes negócios independentes. A família Baptista, por exemplo, controla a Partage, de empreendimentos imobiliários. Os Siaulys possuem redes de hotéis de luxo, como o Unique.

Os Depieri são investidores do mercado financeiro. As famílias também estão entre os acionistas da BR Pharma, braço de varejo farmacêutico do BTG. Nos últimos anos, o Aché tentou abrir seu capital, mas não levou o projeto adiante pelas incertezas do mercado.

Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são vendidos sob a marca Genéricos Biosintética.

Em 2010, a empresa adquiriu 50% da Melcon, de Anápolis (GO), marcando sua entrada em hormônios. A companhia tentou, em 2011, fazer uma joint venture com a inglesa GSK para a produção de produtos inovadores, mas a aliança não foi adiante.

O Aché tem cerca 280 marcas de produtos em 695 apresentações de medicamentos sob prescrição, isentos de prescrição e genéricos. A empresa também atua em dermatologia e nutracêuticos, de margens mais atraentes.

O Aché também faz parte da Bionovis, superfarmacêutica criada com o apoio do governo federal para produzir medicamentos biossimilares, que tem entre os sócios a EMS, Hypermarcas e União Química.

A notícia de que o Aché poderia mudar de mãos causou preocupação no governo, pois o acordo de acionistas da Bionovis não permite a participação de capital estrangeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pfizer tem lucro acima das expectativas no 3º trimestre

Ransdell Pierson, da 

Maior farmacêutica dos Estados Unidos disse que lucrou 2,59 bilhões de dólares, ou 0,39 dólar por ação, no trimestre

Pílulas do remédio Lipitor, da Pfizer

A Pfizer divulgou nesta terça-feira um resultado melhor que o esperado do terceiro trimestre, ajudada por corte de custos e alta nas vendas de remédios contra câncer aprovados recentemente.

A maior farmacêutica dos Estados Unidos disse que lucrou 2,59 bilhões de dólares, ou 0,39 dólar por ação, no trimestre, comparados com 3,21 bilhões de dólares, ou 0,43 dólar por papel, um ano antes.

Excluindo itens especiais, a Pfizer teve lucro de 0,58 dólar por ação. Analistas esperavam em média ganho de 0,56 dólar por papel, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

As vendas globais da empresa caíram 2 por cento, para 12,64 bilhões de dólares, prejudicadas pela competição de genéricos do Lipitor, contra colesterol, e outros remédios. Wall Street esperava vendas de 12,7 bilhões de dólares.

As vendas dos remédios de oncologia saltaram 24 por cento no trimestre, para 407 milhões de dólares, em contraste com a queda nas vendas da linha de cuidados especiais e medicamentos de cuidados primários da Pfizer.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Lucro líquido da Novartis recua 6% no terceiro trimestre

Por Marcelo Ribeiro Silva, do Estadão

Os ganhos da farmacêutica suíça chegaram a US$ 2,26 bilhões entre julho e setembro, de US$ 2,41 bilhões no mesmo período de 2012

imageA Novartis anunciou que teve queda de 6% no lucro líquido atribuível aos acionistas no terceiro trimestre deste ano em comparação com mesmo período do ano passado.

Os ganhos da farmacêutica suíça chegaram a US$ 2,26 bilhões entre julho e setembro, de US$ 2,41 bilhões no mesmo período de 2012. Os analistas consultados pela Dow Jones Newswires esperavam lucro líquido de US$ 3,22 bilhões.

Por outro lado, as vendas líquidas da empresa avançaram 4% no terceiro trimestre, para US$ 14,33 bilhões, contra US$ 13,80 bilhões entre julho e setembro do ano passado. Os analistas previam que as vendas liquidas somariam US$ 14,31 bilhões no período. Fonte: Dow Jones Newswires.

Teva cortará 5.000 empregos para economizar US$2 bi por ano

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Maior fabricante mundial de medicamentos genéricos disse que espera economizar quantia até o final de 2017

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A Teva Pharmaceutical vai cortar cerca de 5.000 empregos, representativos de 10 por cento da sua força de trabalho, acelerando um plano de corte de custos à medida que se prepara para a competição para seu medicamento mais vendido.

Maior fabricante mundial de medicamentos genéricos, a Teva disse que espera economizar 2 bilhões de dólares por ano até o final de 2017.

O remédio para esclerose múltipla da farmacêutica, Copaxone, responde por cerca de 20 por cento das vendas e 50 por cento do lucro da empresa. Mas a droga poderá enfrentar a concorrência de rivais no próximo ano.

Em agosto, um tribunal de apelações dos Estados Unidos invalidou algumas patentes que poderiam levar a versões genéricas de Copaxone a partir de maio de 2014, um ano mais cedo que o esperado. A Teva planeja recorrer.

O anúncio de cortes da empresa israelense é o mais recente entre os que foram feitos por grandes farmacêuticas envolvendo redução de custos. Na semana passada, a Merck & Co disse que iria cortar os custos operacionais anuais em 2,5 bilhões de dólares e eliminar 8.500 empregos, ou mais de 10 por cento de sua força de trabalho global.

Outras companhias, incluindo a Pfizer, AstraZeneca e Sanofi, também reduziram o número de funcionários nos últimos anos devido à desaceleração das vendas, frequentemente afetadas pela concorrência com medicamentos genéricos mais baratos --muitos dos quais feitos pela Teva.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Roche investirá US$880 mi em produção e criar 500 empregos

Expansão mostra confiança da Roche em seu portfólio e contraria a tendência de redução de custos por parte de algumas grandes farmacêuticas

Roche

A farmacêutica suíça Roche irá investir 800 milhões de francos suíços (880 milhões de dólares) em suas instalações de produção globais ao longo dos próximos cinco anos, criando 500 postos de trabalho, conforme se prepara para a crescente demanda por seus medicamentos biológicos.

A maior fabricante mundial de medicamentos contra o câncer, que emprega cerca de 80.000 pessoas em mais de 100 países, disse nesta segunda-feira que o investimento aumentaria sua capacidade de produção em Penzberg, na Alemanha, na Basiléia, na Suíça, e em Vacaville e Oceanside, nos Estados Unidos.

A expansão mostra a confiança da Roche em seu portfólio de novos medicamentos contra câncer e contraria a tendência de redução de custos por parte de algumas grandes farmacêuticas nas últimas semanas, em resposta à desaceleração do crescimento das vendas.

Na semana passada, a israelense Teva, maior fabricante mundial de medicamentos genéricos em vendas, disse que vai cortar 5.000 empregos, enquanto a Merck & Co planeja reduzir os custos operacionais anuais em 2,5 bilhões de dólares e eliminar mais de 10 por cento de sua força de trabalho.

Muitos dos medicamentos mais promissores da Roche, como o tratamento da artrite RoActemra e os novos remédios contra câncer de mama Kadcyla e Perjeta são biológicos, que ao contrário de drogas químicas são proteínas ou células derivadas de organismos vivos que são difíceis de replicar.

A Roche disse que vai investir cerca de 260 milhões de francos suíços (286 milhões de dólares) nas unidades de Vacaville e Oceanside, criando cerca de 250 novos empregos. Em Penzberg, a empresa vai investir cerca de 350 milhões de francos suíços (385 milhões de dólares), criando cerca de 200 postos de trabalho.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Merck vai demitir 8,5 mil pessoas em dois anos

Por Valor Econômico - Andrew Jack - Financial Times, de Londres

A companhia farmacêutica americana Merck deverá demitir um quinto de sua força de trabalho dentro de dois anos, ao buscar estreitar o foco de seus negócios e reduzir os custos operacionais anuais em US$ 2,5 bilhões.

A empresa disse ontem que planeja uma nova redução, de 8,5 mil funcionários, de um total global de 81 mil - uma decisão que se soma aos 7,5 mil cortes de postos de trabalho anunciados anteriormente -, e deverá assumir encargos entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões para cobrir os custos da reestruturação.

Num momento em que está empenhada em manter sua reputação de líder inovadora no setor farmacêutico, a Merck disse que deverá concentrar-se em 10 "mercados prioritários". Ela irá concentrar-se em vendas nos EUA, Japão, França, Alemanha, Canadá, Reino Unido, China, Brasil, Rússia e Coreia do Sul.

A empresa, com sede em Nova Jersey, também pretende concentrar suas pesquisas em um leque mais estreito de áreas terapêuticas, aquelas com "maior potencial de crescimento", como oncologia, diabetes, cuidados hospitalares agudos e vacinas.

A decisão foi tomada em meio a crescentes pressões dos investidores para que a companhia crie novas medicações para substituir seus atuais medicamentos mais vendidos, como o Januvia, para diabetes, que sofrem a concorrência de genéricos à medida que suas patentes vão expirando.

A Merck demorou para pesquisar terapias biológicas baseadas em "grandes moléculas" e observadores do setor disseram que a empresa ficou atrasada em relação a suas rivais na formação de parcerias e alianças externas para ajudar a melhorar sua produtividade.

Kenneth Frazier, presidente-executivo da Merck, disse: "Essas medidas tornarão a Merck mais competitiva, mais bem posicionada para impulsionar inovações e vender de forma mais eficaz os medicamentos e vacinas para as pessoas que deles necessitam."

A companhia disse que os cortes foram concebidos para torná-la mais ágil no desenvolvimento de medicamentos. O enxugamento de pessoal afetará os departamentos de marketing e de administração, bem como pesquisa e pessoal envolvido em desenvolvimento.

Respondendo à cobrança, pelos investidores, de retornos em dinheiro, a Merck comprometeu-se a usar as economias resultantes do programa para manter um nível elevado de pagamento de dividendos e recompras de ações.

A Merck realizou uma série de mudanças em suas operações de pesquisa para aumentar a produtividade, neste ano, ao nomear Roger Perlmutter, ex-alto executivo da Amgen, para diretor de pesquisas, em substituição a Peter Kim, que ocupava o cargo desde 2003.

Andrew Baum, analista do Citi, avalia que a decisão da Merck vem na esteira de "um ano difícil" e deverá elevar moderadamente sua estimativa para o valor presente líquido da companhia. "A Merck é atualmente retardatária, em relação a suas concorrentes, na externalização das atividades de P&D e a decisão anunciada hoje [ontem] é um passo positivo para corrigir esse descompasso."

GSK pedirá autorização para vacina contra malária

O grupo farmacêutico britânico GSK anunciou que solicitará autorização científica europeia para sua vacina contra a malária, destinada a crianças da África

A sede da companhia farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK)

O grupo farmacêutico britânico GSK anunciou nesta terça-feira que solicitará autorização científica europeia para sua vacina contra a malária, destinada a crianças da África subsaariana, depois de testes que considerou "promissores".

Várias vacinas contra a malária - doença transmitida por mosquitos que mata 655.000 pessoas por ano, sobretudo crianças africanas com menos de cindo anos - estão sendo desenvolvidas. A elaborada pela GSK, chamada "RTS,S", é a mais avançada.

A empresa britânica anunciou em conjunto com o grupo Malaria Vaccine Initiative (MVI, apoiada pela Fundação Bill e Melinda Gates) os primeiros resultados do teste avançado, chamado de fase 3, destinado a mais de 15.000 crianças, em uma conferência sobre a malária em Durban (África do Sul).

"A eficácia da vacina foi de 46% para as crianças mais jovens (de 5 a 17 meses durante a primeira vacinação) e de 27% para os bebês de 6 a 12 semanas na primeira vacinação, ao longo dos testes realizados durante 18 meses", declarou à AFP o principal coordenador do teste, dr. Lucas Otieno (do Kenya Medical Research Institute/Walter Reed Project).

Otieno considerou "promissores os resultados obtidos até agora".

"Os testes continuam e nós esperamos ter em 2014 mais informações sobre a proteção a longo prazo (fornecidas pela vacina). Também avaliaremos a incidência de uma dose de reforço administrada 18 meses depois da vacinação", explicou.

A GSK pretende solicitar em 2014 a opinião científica da Agência Europeia do Medicamento para a vacina desenvolvida especialmente para as crianças da África subsaariana, e não para ser comercializada na Europa.

Em caso de opinião favorável, a Organização Mundial da Saúde (OMS) poderia recomendar a vacina em 2015, o que abriria o caminho a uma difusão na África (principalmente por meio do Unicef e do programa humanitário Gavi Alliance). O grupo farmacêutico afirma que terá margem de apenas 5%.

A malária é provocada por um parasita, Plasmodium, transmitido pelos mosquitos e que provoca febre, dores de cabeça e vômitos. A falta de tratamento pode provocar rapidamente a morte por problemas circulatórios.

Fonte: Exame

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Novo Nordisk investe até US$3,7 bi em remédio para diabetes

Comprimidos serão destinados a substituir as tradicionais injeções de insulina

Novo Nordisk

A Novo Nordisk planeja investir até 20 bilhões de coroas dinamarquesas (3,65 bilhões de dólares) no desenvolvimento de comprimidos para diabetes destinados a substituir as tradicionais injeções de insulina, disse a companhia nesta segunda-feira.

A empresa dinamarquesa informou que planeja gastar o dinheiro até 2020 no desenvolvimento de seis tipos de comprimidos, acrescentando que a soma inclui potenciais fábricas.

A Novo Nordisk estima que o mercado global de comprimidos para diabetes pode valer mais de 100 bilhões de coroas dinamarquesas por ano a partir do início da próxima década, disse um porta-voz, confirmando uma reportagem do jornal dinamarquês Borsen.

No tratamento convencional, a insulina tem de ser injetada na corrente sanguínea, o que assusta muitos potenciais usuários com estágios iniciais de diabetes.

O desafio para a tecnologia de comprimido é fazer a insulina passar pelo ácido gástrico e chegar até a corrente sanguínea.

A Novo Nordisk tem cerca de 500 funcionários que trabalham no desenvolvimento dos comprimidos, afirmou o porta-voz.

A companhia vai gastar cerca de 1 bilhão de coroas nos projetos neste ano, com o investimento crescendo para um possível lançamento de produtos no início da próxima década.

Fonte: Exame