segunda-feira, 17 de junho de 2013

Farmácias querem aumentar número de produtos postos à venda

Segundo balanço divulgado hoje, as grandes redes movimentaram R$ 8,76 bilhões entre janeiro e abril deste ano

Nos primeiros quatro meses deste ano, o volume de vendas das grandes redes farmacêuticas do país cresceu 12,24%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo balanço divulgado hoje (17) pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as grandes redes movimentaram R$ 8,76 bilhões, entre janeiro e abril deste ano.

Do total, R$ 5,93 bilhões se referem à venda de medicamentos, o que significou alta de 10,44%. O restante, R$ 2,83 bilhões, não são de medicamentos, que apresentaram aumento de 16,20% em comparação ao mesmo período de 2012.

Para o presidente executivo da associação, Sérgio Mena Barreto, o crescimento nas vendas de não medicamentos indica “o anseio da população por uma farmácia que funcione como uma autêntica loja de saúde, com um amplo mix de produtos de conveniência e bem-estar”.

As vendas de medicamentos genéricos foram responsáveis por R$ 1,09 bilhão, com alta de 14,03%, em relação ao ano passado. A comercialização de medicamentos do Programa Aqui Tem Farmácia Popular cresceu 15,92%, movimentando R$ 160,08 milhões.

A Abrafarma reúne 32 associados, sendo as 31 maiores redes de farmácias e uma rede de supermercados. O grupo é dono de 4.806 lojas instaladas em todo o país.

Fonte: Agência Brasil - Elaine Patrícia Cruz

Vendas de farmácias crescem 12,24% de janeiro a abril

Considerando-se apenas a venda de medicamentos, houve alta de 10,44% no período, para R$ 5,93 bilhões

Farmácia

As principais redes de varejo farmacêutico do Brasil atingiram volume de vendas de R$ 8,76 bilhões de janeiro a abril de 2013, crescimento de 12,24% ante o mesmo período do ano anterior.

Os dados são da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) e foram divulgados nesta segunda-feira, 17, pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

Considerando-se apenas a venda de medicamentos, houve alta de 10,44% no período, para R$ 5,93 bilhões. A comercialização de medicamentos inseridos no programa Aqui tem Farmácia Popular registrou evolução de 15,92%, com movimento de R$ 160,09 milhões.
O destaque do período, segundo a Abrafarma, foram produtos de higiene e beleza. As vendas de não medicamentos tiveram alta de 16,2%, para R$ 2,83 bilhões. A participação dessas categorias no movimento geral é de 32,3%, informou a entidade.

O número de lojas das varejistas associadas à Abrafarma cresceu ante 2012. Ao final de abril deste ano, as redes somavam 4.806 farmácias e drogarias, aumento de 9,73% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

A Abrafarma reúne 32 associados, incluindo as líderes do setor no Brasil, como a Raia Drogasil, a DPSP - Drogarias Pacheco e São Paulo e a Brasil Pharma. As redes associadas representam cerca de 40% das vendas de medicamentos no País, segundo a entidade.

Fonte: EXAME.COM

Medicamento para impotência continuará no mercado

As empresas EMS S/A e Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. poderão continuar a fabricar e vender o medicamento para impotência Ah-zul sem nenhuma restrição. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao negar recurso do Laboratório Pfizer Ltda. e da Pfizer Products INC, fabricantes do Viagra, que pediam a retirada do Ah-zul de circulação.

Para a Turma, a decisão de segunda instância que manteve a circulação do medicamento está bem fundamentada, já que, além de afastar o risco de confusão entre os consumidores, também destacou que a embalagem de ambos os produtos não é semelhante. Quanto à cor azul dos comprimidos, isso não influencia em nada na decisão do consumidor, pois não é possível vê-los sem abrir a embalagem, o que só ocorre após a compra.

O Laboratório Pfizer e a Pfizer Products ajuizaram ação inibitória, cumulada com perdas e danos, para que fosse impedida a comercialização do produto Ah-zul, com qualquer referência à cor azul ou ao formato de diamante. Além disso, queriam impedir que as empresas fabricantes do medicamento parassem de fazer referência à marca Viagra em seu material publicitário.
Por fim, pediram a alteração da marca e da apresentação do produto Ah-zul, de modo a evitar confusão ou falsa associação com o Viagra.

Tutela antecipada

Em decisão interlocutória, o juiz de primeiro grau antecipou os efeitos da tutela, determinando a retirada de circulação do Ah-zul no prazo de 30 dias, bem como de matérias publicitárias que contenham a marca, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Contra essa decisão, a EMS e a Legrand interpuseram agravo de instrumento. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) deu provimento ao agravo para suspender a restrição de comercialização dos produtos.
Para o TJSP, os autores da ação não conseguiram demonstrar suas razões de forma convincente, como em relação à alegada possibilidade de que os medicamentos gerem confusão entre os consumidores.
Inconformada, a Pfizer recorreu ao STJ sustentando violação ao artigo 195, inciso III, da Lei 9.279/96, que trata da propriedade industrial.

Concorrência desleal

A relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, ressaltou que, segundo as empresas recorrentes, o TJSP teria analisado apenas a possibilidade de confusão do consumidor, sem levar em contra outros elementos caracterizadores da concorrência desleal, como o risco de associação indevida entre os produtos, a diluição do “poder de distintividade” do Viagra e o “aproveitamento gracioso” de seus investimentos no desenvolvimento do produto, viabilizando a comercialização a preços mais baixos.
No entanto, segundo a relatora, todas essas questões “dependem, direta ou indiretamente, da constatação de que o produto de fato confunde o consumidor”, e o TJSP entendeu que as características do Ah-zul não são capazes de induzir o comprador a erro.
“O acórdão recorrido não afastou apenas as consequências do comportamento supostamente nocivo das recorridas; foi além, descaracterizando a própria ilegalidade da conduta, concluindo pela inexistência de elementos violadores do direito marcário das recorrentes”, concluiu a relatora.

Decisão antecipatória

Por fim, ao analisar a concessão da liminar, Nancy Andrighi destacou que as decisões antecipatórias de tutela exigem demonstração cabal da verossimilhança das alegações que motivam o pedido.
“Afigura-se correta a decisão que, em sede de ação inibitória objetivando impedir a comercialização de medicamento sob a alegação de violação de marca, indefere o pedido de antecipação de tutela ao constatar que, sem a manifestação de um perito de confiança do juízo, não haveria como aferir a plausibilidade das assertivas contidas na inicial”, disse a ministra.
“Somente com o desenvolvimento da fase instrutória, após a apresentação de estudos especializados, realizados por profissionais da área, é que será possível afirmar se a conduta das recorridas é ou não admissível no meio publicitário, bem como se há bases concretas para se presumir a confusão dos produtos”, concluiu a relatora.

Fonte: STJ

domingo, 16 de junho de 2013

Laboratórios investem na criação do 'Viagra feminino'

Para a indústria farmacêutica, é como a busca pelo Santo Graal: encontrar a pílula do desejo feminino tem se mostrado um processo tão complexo e infrutífero quanto a perseguição ao mitológico Cálice Sagrado por cavaleiros medievais.

Hoje, no entanto, as pesquisas parecem estar mais próximas de um medicamento que dê às mulheres com distúrbios sexuais a satisfação que o Viagra e seus concorrentes dão aos homens.

O principal contendor nessa corrida é o laboratório Emotional Brain, segundo aponta o jornalista Daniel Bergner, autor de "What Do Women Want?: Adventures in the Science of Female Desire" (o que as mulheres querem?: aventuras na ciência do desejo feminino), lançado neste mês nos EUA.

A empresa, fundada na Holanda, vem realizando testes com as drogas Lybrido e Lybridos. Espera ter ainda neste ano aprovação da FDA (vigilância sanitária dos EUA) para fazer testes com um número maior de mulheres e estima em dois anos o prazo para chegar ao mercado.

Apesar do otimismo do dono da companhia, Adriaan Tuiten, experiências anteriores citadas no livro acabaram suspensas depois de milhões de dólares gastos e resultados insatisfatórios.

RATAS EXCITADAS

Há o caso do Bremelanotide, que teve bons resultados em testes em 2006 e 2007. Ratinhas que usaram o medicamento deram explosivas demonstrações de disposição para o sexo.
Quando chegou às mulheres, relata o livro, as reações foram animadoras """Eu estava totalmente focada em sexo, não pensava em mais coisa nenhuma", disse uma das participantes da experiência.

O medicamento, porém, provocava náusea e aumento da pressão, e o projeto acabou abortado.

O Bremelanotide, assim como outras drogas experimentadas no passado, estão sendo testados novamente, em outras formulações.

ATAQUE DUPLO

Mas, diferentemente de seus predecessores, os medicamentos da Emotional Brain se baseiam na combinação de dois agentes. No Lybrido, a pílula é coberta por uma camada de testosterona, que derrete na boca --o gosto é de hortelã--, e o remédio engolido tem um componente semelhante ao do Viagra.

A ideia é que os dois deixem a mente mais aberta aos impulsos eróticos, ao mesmo tempo em que melhorem o fluxo sanguíneo na região genital, diz Bergner no livro, que já recebeu uma oferta para publicação no Brasil.

No Lybridos, em vez do componente semelhante ao do Viagra, a pílula engolida tem buspirona, ansiolítico.

Enquanto a mágica pílula não chega, médicos procuram opções para atender as mulheres --5,8% das brasileiras de 18 a 25 anos não têm desejo, índice que sobe para 19,9% depois dos 60 anos, informa o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, liderado pela psiquiatra Carmita Abdo.

Abdo, 62, que é coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP, diz que uma opção é o uso de medicação que age sobre neurotransmissores, como o antidepressivo bupropiona.

"O remédio não foi idealizado para isso, mas melhora a disposição para o sexo, pois coloca a dopamina mais à disposição, e a dopamina vai agir nos centros do prazer."

Seu uso, porém, deve ser "criterioso". "A substância não pode ser usada no caso de a paciente ter predisposição para convulsão, ter sido ou ser anoréxica, bulímica, ansiosa, insone ou usar drogas ou bebidas em excesso."

Outra opção é a aplicação de testosterona, hormônio masculino que, em menor concentração, também está presente nas mulheres.

"Existem pesquisas mostrando que a testosterona pode oferecer vantagens para melhorar a libido feminina", afirma o ginecologista César Eduardo Fernandes, 62, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

Ele lembra que medicações vasculares, como o componente do Viagra, já foram tentadas em mulheres, mas não aumentam o desejo sexual. "Para que o Viagra funcione, é fundamental que o homem tenha a libido preservada."

No caso das mulheres, explica o ginecologista, o grande problema é a ausência de desejo. E só melhorar o fluxo sanguíneo para a área genital não resolve: "A libido feminina é multifatorial. Ela não depende só de ter um parceiro que possa causar o desejo. Ela precisa ter uma relação afetiva de boa qualidade, depende de odores, de ambiente, do nível hormonal em que ela se encontra".

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 10 de junho de 2013

AstraZeneca compra farmacêutica Pearl por até US$1,15 bi

Aquisição garante à companhia uma posição no mercado emergente para uma nova classe de tratamentos pulmonares

Homem usa bomba de ar típica de pacientes com asma

A AstraZeneca anunciou nesta segunda-feira que vai comprar a companhia norte-americana especializada em medicamentos respiratórios Pearl Therapeutics por até 1,15 bilhão de dólares.

A aquisição da companhia privada garante à AstraZeneca uma posição no mercado emergente para uma nova classe de tratamentos pulmonares conhecidos como medicamentos LABA/LAMA, que prometem melhorar a adesão do paciente e controle de doença, sem esteroides.

A compra da Pearl, com sede na Califórnia, preencherá uma lacuna no portfólio respiratório da AstraZeneca, embora ela ainda estará atrás de rivais que incluem GlaxoSmithKline e Novartis, na corrida para desenvolver o novo tipo de droga inalada.

A AstraZeneca pagará inicialmente 560 milhões de dólares, e mais até 450 milhões de dólares, se alguns marcos de desenvolvimento forem atingidos, bem como pagamentos relacionados a vendas de até mais de 140 milhões de dólares A transação é uma importante aposta do novo presidente-executivo da AstraZeneca, Pascal Soriot, que assumiu em outubro passado, para a área de produtos respiratórios, identificada como uma área de terapia essencial para a empresa.

O acordo é a segunda aquisição de Soriot em duas semanas, após a compra da Omthera Pharmaceuticals por 443 milhões de dólares para fortalecer a área de medicamentos cardiovasculares.

Fonte: EXAME.COM

terça-feira, 4 de junho de 2013

Estagiária que treinou candidato a gerência tem vínculo de emprego reconhecido

A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho não admitiu recurso da Dadalto Administração e Participações Ltda., que pretendia reformar decisão que reconheceu o vínculo empregatício de uma estagiária que desempenhava atividades próprias de empregados da empresa. A Turma confirmou o vínculo, já que a empresa não conseguiu demonstrar violação legal apta a autorizar a análise do recurso.

Na reclamação trabalhista, a estagiária afirmou que, dentre as atividades desempenhadas, estavam o atendimento aos clientes e o treinamento de um candidato à gerência.  Na sua defesa, a Dadalto afirmou a validade do contrato de estágio, já que a trabalhadora não possuía a autonomia de uma empregada, e apresentou relatórios de avaliações realizadas durante o estágio.

Com base em prova testemunhal, que confirmou o desvio de função, o juízo de primeiro grau concluiu que o contrato de estágio era falso e declarou a existência de vínculo de emprego. "Não é razoável que uma estagiária treine um candidato a gerente", afirmou a sentença. "O estudante em formação e beneficiário da concessão de estágio, ao invés de treinar, deve ser treinado". O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) manteve o entendimento, e o caso chegou ao TST por meio de recurso de revista da empresa, que apontou violação ao artigo 818 CLT, segundo o qual a prova das alegações incumbe à parte que as fizer. 

Mas o relator do caso, ministro Emmanoel Pereira, não lhe deu razão e manteve a decisão regional. Isso porque ficou demonstrado que não havia supervisão da suposta estagiária, um dos requisitos do contrato de estágio. O ministro também entendeu que não houve a afronta alegada em relação ao ônus da prova. "O TRT aplicou o princípio do livre convencimento motivado (artigo 131 do CPC) e não decidiu com base na mera distribuição do ônus da prova, como crê a empresa", concluiu.

A decisão foi unânime.

Processo: RR-92500-35.2009.5.17.0014

Fonte: TST

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Como cinco companhias ditam o setor farmacêutico no Brasil

Segundo estudo elaborado pela Brasilpar, as principais redes de farmácias do país detêm hoje cerca de 30% do mercado

Fonte: EXAME.COM