quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aché está à procura de um presidente

Monica Scaramuzzo, do 

A companhia busca um executivo com perfil financeiro que faça a empresa cada vez mais rentável para garantir gordos dividendos para as famílias controladoras

A farmacêutica Aché, uma das maiores do País, está à procura de um presidente executivo. Mas não é um presidente qualquer. A companhia nacional, que registrou faturamento líquido de R$ 1,6 bilhão em 2012, busca um executivo com perfil financeiro, disseram fontes ao jornal O Estado de S. Paulo.

A estratégia é tornar a empresa cada vez mais rentável para garantir gordos dividendos para as três famílias controladoras: Dellape Baptista, Siaulys e Depieri.

“O Aché é uma máquina de fazer dinheiro e é considerada uma das mais rentáveis do setor, com um portfólio de medicamentos diversificado”, afirmou uma fonte.

O Aché, porém, informou apenas que “segue no processo de sucessão e está avaliando candidatos para a posição de diretor-presidente. No momento oportuno haverá comunicação sobre o novo ocupante do cargo”.

Desde fevereiro, a companhia tem sido coordenada por um comitê de gestão, do qual fazem parte os diretores executivos Manoel Arruda Nascimento (gestão de demanda); Celso Sustovich (novos negócios) e Vânia de Alcântara Machado (comercial), apoiados pelo presidente do Conselho de Administração, Adalberto Dellape Baptista.

Este comitê foi criado após a saída do executivo José Ricardo Mendes da Silva, considerado o homem de confiança dos Depieri.

Venda bilionária

No ano passado, os acionistas do grupo, que está na segunda geração, tentaram vender o laboratório. Gigantes globais, como a inglesa GlaxoSmithKline (GSK) e a suíça Novartis, olharam os ativos, dizem fontes. O Aché não confirma que esteve à venda.

O negócio estaria avaliado na casa dos R$ 15 bilhões - quase 25 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia, valor considerado estratosférico no setor farmacêutico.

No mercado internacional, para se ter uma ideia, os ativos farmacêuticos giram em torno de 8 a 10 vezes o Ebtida. Importantes aquisições feitas no País, como o da Mantecorp pela Hypermarcas, e a Multilab pela Takeda, os múltiplos giraram em torno de 20 vezes o Ebtida.

“Muita companhias globais chegaram a avaliar o Aché, considerado um dos melhores ativos farmacêuticos do País, mas as negociações esbarraram no preço. O valor dos laboratórios nacionais inflacionou muito e o cenário macroeconômico não está entre os mais otimistas”, diz uma fonte.

“Não é a primeira vez que os acionistas tentaram vender a empresa. Muito se fala em divergência entre os acionistas nos negócios, mas os controladores criaram sua regra de convívio e se toleram.

Eles são, na verdade, mais acionistas do que donos e estão mais interessados em tirar o lucro”, afirma outra fonte. Nos últimos três anos, os sócios retiraram dividendos que responderam por quase 100% do lucro da empresa, afirmaram fontes.

Outros negócios

Além da participação no laboratório Aché, os controladores mantêm importantes negócios independentes. A família Baptista, por exemplo, controla a Partage, de empreendimentos imobiliários. Os Siaulys possuem redes de hotéis de luxo, como o Unique.

Os Depieri são investidores do mercado financeiro. As famílias também estão entre os acionistas da BR Pharma, braço de varejo farmacêutico do BTG. Nos últimos anos, o Aché tentou abrir seu capital, mas não levou o projeto adiante pelas incertezas do mercado.

Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são vendidos sob a marca Genéricos Biosintética.

Em 2010, a empresa adquiriu 50% da Melcon, de Anápolis (GO), marcando sua entrada em hormônios. A companhia tentou, em 2011, fazer uma joint venture com a inglesa GSK para a produção de produtos inovadores, mas a aliança não foi adiante.

O Aché tem cerca 280 marcas de produtos em 695 apresentações de medicamentos sob prescrição, isentos de prescrição e genéricos. A empresa também atua em dermatologia e nutracêuticos, de margens mais atraentes.

O Aché também faz parte da Bionovis, superfarmacêutica criada com o apoio do governo federal para produzir medicamentos biossimilares, que tem entre os sócios a EMS, Hypermarcas e União Química.

A notícia de que o Aché poderia mudar de mãos causou preocupação no governo, pois o acordo de acionistas da Bionovis não permite a participação de capital estrangeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pfizer tem lucro acima das expectativas no 3º trimestre

Ransdell Pierson, da 

Maior farmacêutica dos Estados Unidos disse que lucrou 2,59 bilhões de dólares, ou 0,39 dólar por ação, no trimestre

Pílulas do remédio Lipitor, da Pfizer

A Pfizer divulgou nesta terça-feira um resultado melhor que o esperado do terceiro trimestre, ajudada por corte de custos e alta nas vendas de remédios contra câncer aprovados recentemente.

A maior farmacêutica dos Estados Unidos disse que lucrou 2,59 bilhões de dólares, ou 0,39 dólar por ação, no trimestre, comparados com 3,21 bilhões de dólares, ou 0,43 dólar por papel, um ano antes.

Excluindo itens especiais, a Pfizer teve lucro de 0,58 dólar por ação. Analistas esperavam em média ganho de 0,56 dólar por papel, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

As vendas globais da empresa caíram 2 por cento, para 12,64 bilhões de dólares, prejudicadas pela competição de genéricos do Lipitor, contra colesterol, e outros remédios. Wall Street esperava vendas de 12,7 bilhões de dólares.

As vendas dos remédios de oncologia saltaram 24 por cento no trimestre, para 407 milhões de dólares, em contraste com a queda nas vendas da linha de cuidados especiais e medicamentos de cuidados primários da Pfizer.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Lucro líquido da Novartis recua 6% no terceiro trimestre

Por Marcelo Ribeiro Silva, do Estadão

Os ganhos da farmacêutica suíça chegaram a US$ 2,26 bilhões entre julho e setembro, de US$ 2,41 bilhões no mesmo período de 2012

imageA Novartis anunciou que teve queda de 6% no lucro líquido atribuível aos acionistas no terceiro trimestre deste ano em comparação com mesmo período do ano passado.

Os ganhos da farmacêutica suíça chegaram a US$ 2,26 bilhões entre julho e setembro, de US$ 2,41 bilhões no mesmo período de 2012. Os analistas consultados pela Dow Jones Newswires esperavam lucro líquido de US$ 3,22 bilhões.

Por outro lado, as vendas líquidas da empresa avançaram 4% no terceiro trimestre, para US$ 14,33 bilhões, contra US$ 13,80 bilhões entre julho e setembro do ano passado. Os analistas previam que as vendas liquidas somariam US$ 14,31 bilhões no período. Fonte: Dow Jones Newswires.

Teva cortará 5.000 empregos para economizar US$2 bi por ano

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Maior fabricante mundial de medicamentos genéricos disse que espera economizar quantia até o final de 2017

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A Teva Pharmaceutical vai cortar cerca de 5.000 empregos, representativos de 10 por cento da sua força de trabalho, acelerando um plano de corte de custos à medida que se prepara para a competição para seu medicamento mais vendido.

Maior fabricante mundial de medicamentos genéricos, a Teva disse que espera economizar 2 bilhões de dólares por ano até o final de 2017.

O remédio para esclerose múltipla da farmacêutica, Copaxone, responde por cerca de 20 por cento das vendas e 50 por cento do lucro da empresa. Mas a droga poderá enfrentar a concorrência de rivais no próximo ano.

Em agosto, um tribunal de apelações dos Estados Unidos invalidou algumas patentes que poderiam levar a versões genéricas de Copaxone a partir de maio de 2014, um ano mais cedo que o esperado. A Teva planeja recorrer.

O anúncio de cortes da empresa israelense é o mais recente entre os que foram feitos por grandes farmacêuticas envolvendo redução de custos. Na semana passada, a Merck & Co disse que iria cortar os custos operacionais anuais em 2,5 bilhões de dólares e eliminar 8.500 empregos, ou mais de 10 por cento de sua força de trabalho global.

Outras companhias, incluindo a Pfizer, AstraZeneca e Sanofi, também reduziram o número de funcionários nos últimos anos devido à desaceleração das vendas, frequentemente afetadas pela concorrência com medicamentos genéricos mais baratos --muitos dos quais feitos pela Teva.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Roche investirá US$880 mi em produção e criar 500 empregos

Expansão mostra confiança da Roche em seu portfólio e contraria a tendência de redução de custos por parte de algumas grandes farmacêuticas

Roche

A farmacêutica suíça Roche irá investir 800 milhões de francos suíços (880 milhões de dólares) em suas instalações de produção globais ao longo dos próximos cinco anos, criando 500 postos de trabalho, conforme se prepara para a crescente demanda por seus medicamentos biológicos.

A maior fabricante mundial de medicamentos contra o câncer, que emprega cerca de 80.000 pessoas em mais de 100 países, disse nesta segunda-feira que o investimento aumentaria sua capacidade de produção em Penzberg, na Alemanha, na Basiléia, na Suíça, e em Vacaville e Oceanside, nos Estados Unidos.

A expansão mostra a confiança da Roche em seu portfólio de novos medicamentos contra câncer e contraria a tendência de redução de custos por parte de algumas grandes farmacêuticas nas últimas semanas, em resposta à desaceleração do crescimento das vendas.

Na semana passada, a israelense Teva, maior fabricante mundial de medicamentos genéricos em vendas, disse que vai cortar 5.000 empregos, enquanto a Merck & Co planeja reduzir os custos operacionais anuais em 2,5 bilhões de dólares e eliminar mais de 10 por cento de sua força de trabalho.

Muitos dos medicamentos mais promissores da Roche, como o tratamento da artrite RoActemra e os novos remédios contra câncer de mama Kadcyla e Perjeta são biológicos, que ao contrário de drogas químicas são proteínas ou células derivadas de organismos vivos que são difíceis de replicar.

A Roche disse que vai investir cerca de 260 milhões de francos suíços (286 milhões de dólares) nas unidades de Vacaville e Oceanside, criando cerca de 250 novos empregos. Em Penzberg, a empresa vai investir cerca de 350 milhões de francos suíços (385 milhões de dólares), criando cerca de 200 postos de trabalho.