quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Quem é a empresa que lucra juntando dados sobre sua saúde

Julia Carvalho – Exame.com

A IMS Health detém, por exemplo, informações sobre 85% de todas as receitas médicas prescritas no mundo, e as vende para farmacêuticas

Pílulas de remédios

A IMS Health, empresa que anunciou sua abertura de capital na última quinta-feira, ganha a vida comprando e vendendo informações sobre a saúde das pessoas.

Funciona assim: toda vez que você passa por um pronto socorro, faz algum exame ou compra algum remédio, está fornecendo dados para um hospital, laboratório ou farmácia.

Sexo, idade, sintomas, quais remédios vai tomar e quem foi o médico que o atendeu são alguns desses dados. Essas informações são vendidas para empresas, que as compilam, analisam e revendem para gigantes farmacêuticas.

Com esses dados é possível prever, por exemplo, quais as chances de sucesso de determinado medicamento no mercado, qual o preço aceitável e quais são os produtos que terão maior demanda em um futuro próximo. É possível, também, saber os perfis dos médicos e o que eles costumam prescrever, o que facilita as ações de marketing por parte da empresas.

Além das fabricantes de remédios, estão entre seus principais clientes hospitais, planos de saúde e governos.

A IMS Health é a companhia que domina esse setor. De acordo com a própria, ela detém informações de 85% de todas as receitas médicas prescritas no mundo. Eles garantem, também, que não colocam as mãos em nenhum tipo de dado pessoal, como nome e endereço.

A oferta de capital deve sair nas próximas semanas. Até lá, saberemos exatamente o quanto esse negócio de compra e venda de informações vale. Mas, pelo tamanho das partes envolvidas, já é possível se ter uma leve ideia.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

BNDES aprova R$804 milhões para fábrica da Novartis em PE

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A fábrica produzirá três tipos de proteínas usadas em uma vacina contra a meningite B, a Bexsero

imageO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de 804 milhões de reais à empresa farmacêutica suíça Novartis para a construção de uma fábrica de biotecnologia em Jaboatão dos Guararapes (PE), de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira.

A fábrica produzirá três tipos de proteínas usadas em uma vacina contra a meningite B, a Bexsero.

Os produtos fabricados no Brasil serão exportados para outra unidade da empresa, na Itália, e incorporados na vacina. A fábrica deve entrar em operação em 2018, informou o BNDES.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aché está à procura de um presidente

Monica Scaramuzzo, do 

A companhia busca um executivo com perfil financeiro que faça a empresa cada vez mais rentável para garantir gordos dividendos para as famílias controladoras

A farmacêutica Aché, uma das maiores do País, está à procura de um presidente executivo. Mas não é um presidente qualquer. A companhia nacional, que registrou faturamento líquido de R$ 1,6 bilhão em 2012, busca um executivo com perfil financeiro, disseram fontes ao jornal O Estado de S. Paulo.

A estratégia é tornar a empresa cada vez mais rentável para garantir gordos dividendos para as três famílias controladoras: Dellape Baptista, Siaulys e Depieri.

“O Aché é uma máquina de fazer dinheiro e é considerada uma das mais rentáveis do setor, com um portfólio de medicamentos diversificado”, afirmou uma fonte.

O Aché, porém, informou apenas que “segue no processo de sucessão e está avaliando candidatos para a posição de diretor-presidente. No momento oportuno haverá comunicação sobre o novo ocupante do cargo”.

Desde fevereiro, a companhia tem sido coordenada por um comitê de gestão, do qual fazem parte os diretores executivos Manoel Arruda Nascimento (gestão de demanda); Celso Sustovich (novos negócios) e Vânia de Alcântara Machado (comercial), apoiados pelo presidente do Conselho de Administração, Adalberto Dellape Baptista.

Este comitê foi criado após a saída do executivo José Ricardo Mendes da Silva, considerado o homem de confiança dos Depieri.

Venda bilionária

No ano passado, os acionistas do grupo, que está na segunda geração, tentaram vender o laboratório. Gigantes globais, como a inglesa GlaxoSmithKline (GSK) e a suíça Novartis, olharam os ativos, dizem fontes. O Aché não confirma que esteve à venda.

O negócio estaria avaliado na casa dos R$ 15 bilhões - quase 25 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia, valor considerado estratosférico no setor farmacêutico.

No mercado internacional, para se ter uma ideia, os ativos farmacêuticos giram em torno de 8 a 10 vezes o Ebtida. Importantes aquisições feitas no País, como o da Mantecorp pela Hypermarcas, e a Multilab pela Takeda, os múltiplos giraram em torno de 20 vezes o Ebtida.

“Muita companhias globais chegaram a avaliar o Aché, considerado um dos melhores ativos farmacêuticos do País, mas as negociações esbarraram no preço. O valor dos laboratórios nacionais inflacionou muito e o cenário macroeconômico não está entre os mais otimistas”, diz uma fonte.

“Não é a primeira vez que os acionistas tentaram vender a empresa. Muito se fala em divergência entre os acionistas nos negócios, mas os controladores criaram sua regra de convívio e se toleram.

Eles são, na verdade, mais acionistas do que donos e estão mais interessados em tirar o lucro”, afirma outra fonte. Nos últimos três anos, os sócios retiraram dividendos que responderam por quase 100% do lucro da empresa, afirmaram fontes.

Outros negócios

Além da participação no laboratório Aché, os controladores mantêm importantes negócios independentes. A família Baptista, por exemplo, controla a Partage, de empreendimentos imobiliários. Os Siaulys possuem redes de hotéis de luxo, como o Unique.

Os Depieri são investidores do mercado financeiro. As famílias também estão entre os acionistas da BR Pharma, braço de varejo farmacêutico do BTG. Nos últimos anos, o Aché tentou abrir seu capital, mas não levou o projeto adiante pelas incertezas do mercado.

Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são vendidos sob a marca Genéricos Biosintética.

Em 2010, a empresa adquiriu 50% da Melcon, de Anápolis (GO), marcando sua entrada em hormônios. A companhia tentou, em 2011, fazer uma joint venture com a inglesa GSK para a produção de produtos inovadores, mas a aliança não foi adiante.

O Aché tem cerca 280 marcas de produtos em 695 apresentações de medicamentos sob prescrição, isentos de prescrição e genéricos. A empresa também atua em dermatologia e nutracêuticos, de margens mais atraentes.

O Aché também faz parte da Bionovis, superfarmacêutica criada com o apoio do governo federal para produzir medicamentos biossimilares, que tem entre os sócios a EMS, Hypermarcas e União Química.

A notícia de que o Aché poderia mudar de mãos causou preocupação no governo, pois o acordo de acionistas da Bionovis não permite a participação de capital estrangeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pfizer tem lucro acima das expectativas no 3º trimestre

Ransdell Pierson, da 

Maior farmacêutica dos Estados Unidos disse que lucrou 2,59 bilhões de dólares, ou 0,39 dólar por ação, no trimestre

Pílulas do remédio Lipitor, da Pfizer

A Pfizer divulgou nesta terça-feira um resultado melhor que o esperado do terceiro trimestre, ajudada por corte de custos e alta nas vendas de remédios contra câncer aprovados recentemente.

A maior farmacêutica dos Estados Unidos disse que lucrou 2,59 bilhões de dólares, ou 0,39 dólar por ação, no trimestre, comparados com 3,21 bilhões de dólares, ou 0,43 dólar por papel, um ano antes.

Excluindo itens especiais, a Pfizer teve lucro de 0,58 dólar por ação. Analistas esperavam em média ganho de 0,56 dólar por papel, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

As vendas globais da empresa caíram 2 por cento, para 12,64 bilhões de dólares, prejudicadas pela competição de genéricos do Lipitor, contra colesterol, e outros remédios. Wall Street esperava vendas de 12,7 bilhões de dólares.

As vendas dos remédios de oncologia saltaram 24 por cento no trimestre, para 407 milhões de dólares, em contraste com a queda nas vendas da linha de cuidados especiais e medicamentos de cuidados primários da Pfizer.