quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Senado arquiva projeto que altera mandato sindical

A proposta que muda o prazo de duração dos mandatos sindicais e critérios para eleição nas organizações sindicais, PLS 252/2012, do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), foi arquivado nesta segunda-feira (22), no Senado Federal.

O arquivamento atendeu à solicitação constante do Requerimento 348, de 2013, apresentado pelo autor do projeto, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Criticas à iniciativa

Em outubro de 2012, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), foi realizada audiência pública para debater o projeto com a participação de representantes de várias entidades sindicais, dentre elas as centrais.

Na oportunidade, os representantes dos trabalhadores criticaram a proposta por entenderem que é antidemocrática e fere o direito da autonomia garantido às entidades sindicais pela Constituição Federal.

Estatuto

No entendimento do Diap o projeto é inócuo. Não há necessidade de medidas infraconstitucionais (projetos de lei) para fazer esse tipo de mudança na organização sindical. Trata-se, portanto, de uma ingerência na estrutura das organizações dos trabalhadores.

Esse tipo de mudança pode ser feita por meio de alterações nos estatutos das entidades sindicais. Desse modo, as direções das organizações dos trabalhadores e seus filiados podem, por meio de assembleias convocadas para esse fim, promover as modificações que por ventura acharem necessárias.

Tramitação

O PLS 252/2012, que fazia parte da pauta negativa de entidade sindicais estava em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e teve parecer pela rejeição apresentado pelo relator, senador Paulo Paim (PT-RS).

Leia a íntegra da matéria

Fonte: Diap

sábado, 11 de outubro de 2014

Medicamento similar será opção a droga de referência

A partir do próximo ano, os farmacêuticos vão poder oferecer os medicamentos similares como uma opção aos remédios de referência prescritos pelo médico –troca que, hoje, só é permitida entre o genérico e o referência.

O produto de referência é, em geral, aquele original, que trouxe a inovação. Similares e genéricos são cópias.

A mudança na forma da venda do similar, chamada de intercambialidade, foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesta quinta-feira (9).

Editoria de Arte/Folhapress

A alteração decorre do fato de que, até o fim deste ano, será obrigatório que os similares apresentem os mesmos testes de equivalência que os genéricos para comprovar que funcionam, no organismo, como os originais.

A nova regra para a venda valerá a partir de 1º de janeiro de 2015, mas as empresas terão um ano para incluir a informação sobre a intercambialidade nas suas bulas.

O impacto da medida deve ser sentido mais em relação aos remédios de venda controlada. Isso porque, na prática, as farmácias não cobram a prescrição médica na hora de vender remédios de tarja vermelha –a não ser aqueles cuja receita deve ser retida, como antibióticos– e, assim, essa troca pelo similar acaba já sendo feita livremente.

Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, diz que "deveria funcionar o respeito às tarjas" e a obrigação de apresentação da receita.

"Não dá mais para tratar um medicamento de tarja como se ele não tivesse tarja." Segundo o diretor, os laboratórios pediram a prorrogação de um grupo de trabalho para avaliar formas de exigir a prescrição nas farmácias.

A intercambialidade do similar foi uma proposta lançada pela Anvisa no fim de 2013. Duas mudanças importantes nessa proposta, no entanto, foram feitas desde então e seguidas de um recuo frente a fortes críticas da indústria de medicamentos.

Em janeiro deste ano, o então ministro Alexandre Padilha (Saúde) lançou a ideia de que os similares passassem a ser identificados com o símbolo "EQ" na embalagem –algo para contrapor o "G" que identifica os genéricos.

Padilha, que concorreu às eleições para o governo de São Paulo pelo PT, chegou a apresentar, em uma entrevista coletiva, um protótipo da nova caixa do remédio.

Além disso, o então ministro disse que defenderia que os similares também tivessem um preço reduzido predeterminado, da mesma forma como acontece com os genéricos –que, por lei, devem custar até 65% do preço cobrado pelo remédio de referência.

Esses dois tópicos geraram fortes críticas do setor, que defende a regulação dos preços pelo próprio mercado.

Barbano afirmou, ontem, que o governo vai monitorar os preços dos similares e intervir no mercado caso haja alguma alteração após a vigência da nova resolução.

Em vez do símbolo "EQ" na embalagem, a informação sobre o produto ser intercambiável estará escrita apenas na bula e publicada em listas da Anvisa –disponíveis na internet e nas farmácias.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 13 de julho de 2014

Parabéns Propagandista Farmacêutico!

O Sindiprofarn, parabeniza a todos os propagandistas pela passagem dessa data tão especial, quando podemos, mais uma vez, homenagear profissionais que realmente têm feito a diferença na promoção de medicamentos.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Brasil Pharma tenta virar o jogo

MÔNICA SCARAMUZZO - O ESTADO DE S.PAULO

Crise. Sem acordo com credores, braço farmacêutico do BTG teve de pagar dívida de R$ 560 milhões e agora passa por choque de gestão

Há duas semanas, a Brasil Pharma, braço de varejo farmacêutico do BTG, foi a
mercado para dar a cara a tapa. A terceira maior rede de farmácias do País, com
cerca de 1,2 mil lojas, não conseguiu chegar a um acordo com seus credores e teve de pagar antecipadamente uma dívida de cerca de R$ 560 milhões em debêntures (títulos de dívida), emitidas entre 2012 e 2013, por ter descumprido as metas de endividamento ("covenants") por dois trimestres consecutivos.

A dívida foi paga na semana passada. A maior parte com aumento de capital do BTG, o maior  acionista da companhia, no valor de R$ 400 milhões. A varejista levantou no mercado mais R$ 250 milhões, com um grupo de bancos, a taxas mais atrativas que as oferecidas pelos debenturistas, segundo fonte próximas à operação.

Na prática, a empresa conseguiu sanar seu problema no curto prazo. Mas o buraco, segundo analistas ouvidos pelo Estado, é bem mais embaixo.

Com faturamento líquido de R$ 3,5 bilhões em 2013, a companhia encerrou o ano com prejuízo de R$ 151,3 milhões. No primeiro trimestre, voltou a fechar no vermelho (R$ 185,3 milhões), com receita líquida de R$ 929,3 milhões. A dívida líquida encerrou o primeiro trimestre em R$ 818,6 milhões.

Os deslizes operacionais se refletem na Bolsa. No ano, as ações acumulam queda de 45%. Os papéis, que eram cotados a R$ 15,60 em fevereiro do ano passado, fecharam na sexta-feira a R$ 3,80. Com isso, o valor de mercado da empresa, que já atingiu R$ 3,9 bilhões no seu auge, está em R$ 1,3 bilhão. "As ações devem cair mais. Nosso preço-alvo para o papel é de R$ 1,80", disse Guilherme Assis, analista da Brasil Plural.

Trajetória. Criada em 2009 para ser uma das maiores redes do País, a Brasil Pharma foi uma das principais consolidadoras desse setor, entre 2010 e 2012, com de oito redes varejistas em diversos mercados regionais, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A companhia atua hoje com as bandeiras Big Ben, Farmácia Sant'ana, Drogaria Rosário, Mais Econômica e Farmais.

Assim como as grandes consolidadoras, não foge à regra, e enfrenta problemas de integração. No caso da Brasil Pharma, as aquisições envolveram redes regionais, com diferentes culturas e modelos de gestão - parte dos acionistas das redes adquiridas foi mantida à frente dos negócios, gerando atrito com o controlador.

Analistas afirmam que há uma grande discrepância de produtos e estratégia entre Big Ben (responsável por 40% da receita do grupo) e as outras bandeiras, já que a primeira opera de forma independente, sem capturar sinergias.

Outro grande tropeço ocorreu entre o fim de 2012 e o ano passado, quando o grupo formou um alto volume de estoque de medicamentos com prazo de validade curto, por conta de falhas em sistema de compras, afirmou uma fonte. O grupo negocia a devolução de produtos e tem dado descontos ao consumidor.

Prova de fogo. O choque de gestão daqui para frente passa por reduzir o ritmo de expansão e administrar melhor os estoques para recompor as margens nos próximos meses. É o ano do vai ou racha. "Estamos promovendo o 'turnaround' na companhia. Vamos resolver o problema de estoques e buscar um mix mais expressivo em medicamentos genéricos (com margens maiores)", disse ao Estado Carlos Fonseca, presidente do conselho da Brasil Pharma e sócio do BTG.

A empresa está em processo de reestruturação, que incluiu dança de cadeiras e pesadas demissões, segundo fontes. Nos últimos meses, 1 mil pessoas foram demitidas (o que deve gerar economia de R$ 35 milhões) e outras 1,5 mil devem ser cortadas de um total de 17 mil.

"Temos de botar a máquina para funcionar", disse José Ricardo Mendes da Silva, presidente da companhia. Silva foi contratado como principal executivo financeiro no fim do ano passado e alçado à presidência em março deste ano. Com uma carreira bem-sucedida na farmacêutica Aché, foi responsável pelo momento de bonança do laboratório. "Silva funcionou bem no Aché, mas varejo farmacêutico é um negócio totalmente diferente", disse uma fonte de mercado.

Arrumar a casa não é só questão de tempo. A expectativa é que até o fim do ano a empresa esteja "ajeitada" para ser vendida. "Hoje, ninguém compra porque sabe que a empresa tem problemas. Daqui a dois anos, quando a casa estiver arrumada, o preço dos ativos estará altamente valorizado. O ponto ótimo seria o início de 2015", disse outra fonte próxima à companhia.

A tarefa será árdua. "A gente enxerga que a empresa ainda terá margens brutas comprimidas não apenas este ano. Não esperamos recuperação no curto prazo. O desafio será redução de custos e geração de caixa", observou Pedro Zabeu, do Banco Fator. "Vejo pouco poder de manobra para os próximos meses.

Não fosse  o BTG por trás da companhia, a Brasil Pharma seria hoje uma empresa insolvente", disse Guilherme Assis, da Brasil Plural.

sábado, 24 de maio de 2014

Governo estuda mudanças na jornada de trabalho

Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral Presidência da República, Gilberto Carvalho, reconheceu hoje (23) que o governo estuda fazer mudanças nas regras trabalhistas que poderão permitir contratações com carga horária flexível, o chamado trabalho part time. No entanto, segundo Carvalho, as regras não serão definidas “de cima para baixo” e o assunto ainda está em discussão no governo.

“Não podemos fazer nenhuma lei nesse sentido sem criar um consenso fundamental porque se trata da mudança de uma legislação que já está muito estabelecida”, disse. “Vamos coordenar junto com o ministro do Trabalho um processo de discussão com o movimento sindical, com os setores patronais para ver a oportunidade de editarmos uma lei nesse sentido. Mas é preciso ainda passar pelo crivo tradicional nosso, que é o crivo da consulta”, acrescentou.

A regulamentação da contratação para o trabalho part time é uma demanda principalmente do setor varejista, que espera reduzir custos com pagamento de horas extras e dar folgas garantidas em lei aos funcionários, reduzindo disputas judiciais.

Em relação ao setor da construção civil, Carvalho disse que a discussão já está mais adiantada em torno da proposta de aumento de horas extras para trabalhadores que estão em canteiros de obras distantes de suas residências, que têm interesse em ampliar sua jornada de trabalho. “Isso também estamos discutindo e está muito maduro, mas também será feito com acordo”, ponderou.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Abbott comprará fabricante chilena de medicamentos CFR Pharma

Reuters Brasil

A Abbott Laboratories anunciou que vai adquirir a companhia farmacêutica latino-americana CFR Pharmaceuticals, o que mais que dobrará seu portfólio de drogas genéricas de marca e ampliará sua presença na América Latina.

A Abbott disse que vai comprar a holding que controla indiretamente cerca de 73 por cento da chilena CFR e que vai conduzir uma oferta pública de compra para as ações restantes.

A companhia afirmou que, caso todas as ações circulantes sejam envolvidas, o preço total de compra deve ser de cerca de 2,9 bilhões de dólares, e mais 430 milhões de dólares em dívidas assumidas.

Por Esha Dey

domingo, 11 de maio de 2014

Merck vende unidade de bens de consumo e saúde para a Bayer

O Merck & Co fechou a venda de sua unidade de bens de consumo e saúde para a alemã Bayer por 14,2 bilhões de dólares, disseram as empresas nesta terça-feira, em meio a uma série de transações no setor de saúde.

Bayer

"Esta aquisição é um marco importante no nosso caminho para a liderança global no atrativo negócio de venda de medicamentos que não exigem prescrição", disse o presidente-executivo da Bayer, Marijn Dekkers, em um comunicado.

A Merck disse que espera recursos após impostos de 8 bilhões a 9 bilhões de dólares com a venda, que deve ser concluída no segundo semestre de 2014.

A transação, a maior na indústria farmacêutica alemã desde que a Bayer comprou a rival Schering em 2006, irá tornar a Bayer a segunda maior fabricante de remédios que não precisam de receita, atrás da Johnson & Johnson.

A Bayer tem dito repetidamente que quer tomar o lugar da J&J no ranking.

A J&J possui cerca de 4 por cento do mercado de bens de consumo e saúde, seguida pela Bayer e pela GlaxoSmithKline (GSK).

A Merck tem cerca de 1 por cento, com marcas que incluem o protetor solar Coppertone e o medicamento para alergia Claritin.

A fragmentada indústria está se consolidando rapidamente. A Novartis e a GSK irão formar uma joint venture para o mercado de bens de consumo e saúde como parte de um acordo no mês passado para negociação de cerca de 20 bilhões de dólares em ativos.